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Ciência & Tecnologia

Ministro quer cooperação entre Programa Espacial e Forças Armadas

Brasília – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, defendeu a cooperação entre o Programa Espacial e as Forças Armadas, em seminário promovido pelos partidos de esquerda para discutir o Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Segundo ele, “os últimos governos têm apoiado decisivamente a questão das pesquisas e do desenvolvimento tecnológico das Forças Armadas. Nós financiamos R$ 1,5 bilhão nos últimos anos”, destacou.

O ministro voltou a afirmar que é necessária uma maior integração entre as instituições que compõem o sistema espacial no país e que é preciso transformar a gestão do programa para avançar.

Para Marco Antonio Raupp, “existem algumas transformações na maneira de operacionalizar que são fundamentais, e uma delas é o protagonismo das empresas brasileiras”, concluiu.

Ele revelou ainda o cronograma de lançamentos de satélites com início neste ano, visando à autonomia espacial do país.

Na programação estão: o CBers 3 (2012), Itasat e Ibas (2013), CBers 4, Amazônia 1 e Geo Com (2014), Amazônia 1B (2015). “A presidente Dilma quer que o satélite Geo Com [geoestacionário] esteja no ar em 2014, e nós vamos trabalhar com esta meta”, explicou.

De acordo com o MCTI, o desenvolvimento de um satélite geoestacionário pelo Brasil integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) com o objetivo de atender as necessidades do país nas áreas de comunicações seguras, meteorologia, controle de tráfego aéreo e defesa nacional.

“Temos uma proposta de que a partir da experiência do satélite geoestacionário forme-se uma comissão, de nível maior, que acompanhe a disponibilidade de recursos para esta área, dado o caráter estratégico, já que a questão da tecnologia das Forças Armadas é vital no que se refere a uma política de ciência e tecnologia no país”, explicou.

CBERS

Cumprir os prazos do programa sino-brasileiro de satélites CBers e adotar uma política industrial para a qualificação de fornecedores e difusão de novas tecnologias são alguns dos principais desafios apontados por Leonel Perondi, novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em seu discurso de posse, Perondi destacou as atividades do Inpe, que tem como missão “ser referência nacional em ciência e tecnologia espaciais e suas aplicações, maximizando retornos diretos à sociedade na forma de produtos e serviços, política industrial e difusão de conhecimentos”.

O novo diretor vai ampliar os programas de pesquisa e desenvolvimento, revigorar a infraestrutura do programa espacial e apoiar as áreas de clima espacial, mudanças climáticas e previsão do tempo.

A articulação com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais e a capacitação em controle de atitude e órbita de satélites também foram destacadas.

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