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Forças Armadas

25 de maio de 2011
por: InfoRel
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Nesta terça-feira, 24, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um chamamento ao empresariado brasileiro para que invista na revitalização e no desenvolvimento da indústria nacional de defesa.



Em exposição ao Conselho de Administração da Odebrecht, ele afirmou que, ao contrário de décadas anteriores, o país se encontra num momento propício para dar “um salto qualitativo” no setor, sobretudo em razão das mudanças ocorridas nos últimos anos no panorama político-econômico nacional.



Na avaliação do ministro, os esforços empreendidos pelo governo na área de defesa têm elevado a sensibilidade das elites políticas brasileiras para a necessidade de o país se preparar para resguardar suas riquezas, tais como seus aqüíferos e sua capacidade de geração de energia renovável e não-renovável (com o petróleo do pré-sal).



Jobim acredita que esse fator, aliado a outros aspectos como a estabilidade monetária, o aumento da presença internacional do Brasil, o incremento dos investimentos estatais na área militar e a existência de grupos empresariais capitalizados que começam a investir no setor, formam a base necessária para sustentar a revitalização da indústria de defesa.



E aí se encaixam as empresas.



A Odebrecht, por exemplo, promoveu uma reorientação de parte de seus investimentos para o setor de defesa e recentemente, o grupo da qual faz parte adquiriu uma empresa especializada na fabricação de mísseis e criou um braço organizacional para a área de defesa e tecnologia.



O ministro da Defesa destacou que há vários projetos em curso, como a implementação de um plano de articulação e equipamento de defesa e de modificações na legislação tributária e orçamentária para conferir previsibilidade ao setor.



Por outro lado, ressaltou que o esforço necessário para modificar o atual estado da defesa não depende só do governo. “Todos os agentes envolvidos nesse processo precisam contribuir para a construção da realidade almejada”, completou.



Oportunidades



Jobim também cobrou mais agressividade das empresas nacionais na exportação de produtos e serviços de defesa.



De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), apenas 132 empresas são filiadas à entidade, das quais somente 35 exportam o equivalente a R$ 1 bilhão, quando mundialmente essa cifra chega a R$ 1 trilhão.



Das 100 empresas melhor ranqueadas na área de defesa no mundo, apenas uma é brasileira. A Embraer figura na 95ª posição.



Das dez primeiras, sete são norte-americanas e três são associações de grupos europeus.



Segundo Nelson Jobim, “esse fato sugere que os atores nacionais devam ter estatura e musculatura compatíveis com o grau de agressividade requerido nessa faixa de mercado”.



O ministro também chamou a atenção dos empresários para as oportunidades no campo internacional para as empresas brasileiras que atuam com defesa.



Uma delas, diz respeito ao atendimento de demandas da Organização das Nações Unidas (ONU) que vem adotando uma política de terceirização de suas necessidades por meio de main contrators.



Trata-se de um mercado que movimenta cerca de US$ 6 bilhões, mas apenas 14 empresas brasileiras atuam nele, com uma participação de menos de US$ 1 milhão.



As empresas brasileiras também podem beneficiar-se dos entendimentos no âmbito da União Sul-Americana de Nações (UNASUL).



Segundo Jobim, nesse fórum os países buscam complementaridade e intercâmbio, prevalecendo, também no campo das relações comerciais setoriais, o relacionamento do tipo “ganha-ganha”.

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