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Defesa

Ministro quer fortalecer Forças Armadas e Lula defende Programa Nuclear

Na semana passada, o ministro da Defesa, Waldir Pires, reuniu o Conselho Militar de Defesa, para anunciar as principais diretrizes que deverão ser seguidas pelas Forças Armadas e pelo ministério com o objetivo de fortalecer os meios de defesa e consolidar a estratégia de dissuasão adotada pelo Brasil.

O Conselho Militar de Defesa, instituído em 1999, assessora o Presidente da Republica quanto às políticas na área de Defesa e é integrado pelo ministro da Defesa, os comandantes da Aeronáutica, Exército e Marinha, e pelo Chefe do Estado-Maior da Defesa.

Waldir Pires explicou ao almirante Júlio Soares de Moura Neto, ao general Enzo Martins Peri, ao brigadeiro Juniti Saito, e ao Chefe do Estado-Maior da Defesa, Cleonilson Nicácio Silva, que “a soberania não se delega, se exerce por meio de nossas instituições civis e militares”.

Segundo ele, “é evidente que o Brasil precisa estar aparelhado, precisa estar capacitado, precisa estar em condições de dizer ao povo brasileiro que nós temos condições de termos uma nação que cumpra seus deveres com seu destino e com o futuro do seu povo”.

De acordo com o Ministério da Defesa, o ministro determinou uma revisão dos respectivos programas de reaparelhamento, com uma visão prospectiva, que considere a importância que o país assume a cada dia na América do Sul e no mundo. Além disso, mostrou-se preocupado com a instabilidade internacional, onde nem sempre os meios institucionais têm sido suficientes para resolver conflitos políticos.

Para Waldir Pires, as Forças Armadas devem implantar um sistema de compras de materiais unificado entre Marinha, Exército, Aeronáutica e destacou como prioridades, a conclusão do projeto do submarino nuclear, ao lado dos submarinos convencionais, a construção de novos navios-patrulha oceânicos e fluviais, principalmente para atuar na Amazônia, e a compra de aeronaves de superioridade aérea, com a retomada do Programa FX, cancelado em 2005.

A proposta apresentada pelo ministro da Defesa prevê ainda o desenvolvimento nacional de famílias de mísseis – antiaéreos, terra-ar, mar-ar, etc.- e a aquisição de mais radares de defesa aérea tridimensionais; a necessidade de ampliação da frota de helicópteros de transporte e de ataque, e a opção de rodas para os blindados, em vez de lagartas.

De acordo com o MD, estas escolhas se devem à definição da Amazônia como prioridade estratégica do país, o que exige grande mobilidade de forças com poder de fogo. Por isso, o ministério vai definir com os comandos, formas de melhorar as condições de vida das tropas que atuam naquela região.

Pires também manifestou preocupação quanto à proteção do Atlântico Sul, região que concentra 80% da produção do petróleo nacional.

Fundo de Reaparelhamento

Na reunião do Conselho Militar de Defesa, também foi discutida a criação de um Fundo de Reaparelhamento das Forças Armadas, capaz de garantir os recursos necessários para atender às demandas de cada força. Até lá, Waldir Pires afirmou que vai buscar a suspensão do contingenciamento do orçamento das Forças Armadas.

Ele também defendeu o fortalecimento da indústria nacional de Defesa, para que possa suprir as necessidades das forças e também fornecer material e equipamentos para outros países. “O Brasil deve fortalecer suas Forças Armadas; já adotamos uma política de paz e do multilateralismo, sustentada por um poder de disuassão razoável. O Brasil não pode ser um mero comprador de materiais de defesa, precisamos fortalecer nossa industria”, afirmou o ministro.

Programa Nuclear

Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a conclusão do Programa Nuclear Brasileiro, em evento da Marinha pelos 142 anos da Batalha do Riachuelo. O programa é desenvolvido pela Marinha desde 1979.

Segundo Lula, “inserido no âmbito da Defesa, [o Programa Nuclear] contribui para o progresso nacional pela capacidade de gerar energia elétrica e de desenvolver novos materiais”. O presidente não discursou na cerimônia.

Ele mencionou ainda o Projeto do Ciclo do Combustível, que usa ultracentrífugas projetadas no Brasil para enriquecimento de urânio, a unidade de gaseificação de compostos de urânio, em andamento, e o desenvolvimento de uma planta nuclear de geração de energia elétrica, totalmente projetada e construída no país, incluindo o reator.

Em sua mensagem à Marinha, Lula afirmou que “a conclusão desse reator permitirá que ingressemos no seleto grupo de países com capacidade de desenvolver submarinos com propulsão nuclear”. O presidente disse ainda que a implementação do Programa de Reaparelhamento da Marinha, é “indispensável”. O PRM está parado na Casa Civil desde 2004 e já passou por pelo menos duas atualizações, mas não há previsão de quando será enviado ao Congresso.

Para 2007, o Programa Nuclear tem um orçamento de R$ 45 milhões e seriam necessários pelo menos mais R$ 88 milhões para toca-lo até dezembro. Os recursos já foram solicitados ao Ministério da Defesa.

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