Opinião

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Minustah tem mandato prorrogado por oito meses

Minustah tem mandato prorrogado por oito meses

Nesta quinta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu prorrogar por mais oito meses o mandato da Missão de Estabilização no Haiti (Minustah), comandada pelo general Alberto dos Santos Cruz.

O Brasil queria um prazo maior, de um ano, e recebeu o apoio dos Estados Unidos, Canadá, França e Reino Unido. O novo mandato vai até 15 de outubro.

Com poder de veto no Conselho, a China aceitava um prazo de seis meses. Acordou-se então, um prazo intermediário. Os chineses não aceitam as relações diplomáticas mantidas pelo Haiti com Taiwan e teriam votado por uma prorrogação menor em represália aos haitianos.

A Minustah conta com um contingente de 6,8 mil militares. No total, entre militares e policiais de 20 países, a missão reúne cerca de 8,8 mil homens. O Brasil mantém um efetivo de 1,2 mil soldados.

Para o general Santos Cruz, ainda não é possível prever por quanto tempo a missão deverá permanecer no Haiti. A oposição haitiana quer a saída imediata das tropas e a ONU não descarta rever mudanças quanto à presença das tropas no país.

No momento, a maior preocupação é com a violência na maior favela de Porto Príncipe (Cité Soleil). De acordo com o general brasileiro, os combates entre as tropas da ONU e gangues não é significativo.

Aprovada por unanimidade, a resolução do Conselho de Segurança reconhece os avanços conquistados no terreno político, mas reconhece que a instabilidade no Haiti continua sendo uma ameaça para a segurança regional.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, havia recomendado a prorrogação da missão por 12 meses para que as instituições do país pudessem funcionar plenamente.

Também nesta quinta-feira, o Conselho de Segurança prorrogou o mandato da Missão de Observação na República do Democrática do Congo (Monuc), por dois meses, até 15 de abril. Neste período, a ONU pretende apoiar a consolidação da estabilidade política e a transição no país.

Até 15 de março, Ban Ki-moon deverá apresentar um informe com recomendações para que o mandato da ONU no Congo possa ser discutido com autoridades do país. Das 18 operações de paz que a ONU mantém em todo o mundo, a Monuc é a mais numerosa com um efetivo de 17 mil militares e policiais.

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