Brasília, 14 de novembro de 2018 - 05h53

Morte de Kirchner torna incerto futuro da Argentin

28 de outubro de 2010
por: InfoRel
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Os presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Sebastián Piñera (Chile), José Mújica (Uruguai), Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Juan Manuel Santos (Colômbia) e Hugo Chávez (Venezuela), foram os primeiros Chefes de Estado a desembarcarem em Buenos Aires para acompanhar o velório de Nestor Kirchner.



O ex-presidente argentino faleceu nesta quarta-feira vítima de um infarto. Ele tinha 60 anos e havia passado por duas cirurgias cardíacas neste ano.



Nestor Kirchner está sendo velado na Casa Rosada, sede do governo argentino e será enterrado neste sábado na Patagônia.



Ele era casado com a presidente da Argentina, Cristina Fernández e ocupava desde maio a Secretaria-Geral da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL).



A morte do líder peronista comoveu o país vizinho.



Apesar dos problemas de saúde, Kirchner participava normalmente da vida política argentina e era considerado um nome certo para as eleições presidenciais de 2011.



Vários analistas entendem que a morte de Kirchner instala a incerteza política na Argentina.



A presidente Cristina Fernández conta com menos de 40% de popularidade e terá a difícil e delicada tarefa de conduzir o processo de sucessão.



UNASUL



No próximo dia 26 de novembro, está prevista uma reunião de Cúpula da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), em Georgetown para a transferência da presidência pro tempore à Guiana.



Com a morte de Nestor Kirchner, o encontro pode ser cancelado.



Kirchner era o Secretário-Geral da organização.



De acordo com o Tratado Constitutivo que ainda não entrou em vigor, cabe ao Secretário-Geral estruturar a UNASUL a partir de sua sede definitiva.



O ex-presidente argentino assumiu a função acumulando suas tarefas à frente do Partido Justicialista e o cargo de deputado federal.



Entre junho e julho, atuou para que Colômbia e Venezuela retomassem o diálogo político e reduzissem as tensões.



À época, Hugo Chávez foi acusado pelo então presidente Álvaro Uribe, de acobertar guerrilheiros das Farc em território venezuelano.



Chávez não aceitou a mediação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a UNASUL fez o meio-campo para que ele e o eleito Juan Manuel Santos começassem uma nova etapa nas relações bilaterais.



No mês de setembro, Kirchner liderou um movimento em defesa da institucionalidade política no Equador onde o presidente Rafael Correa foi ameaçado por um golpe de Estado.



Como resultado, a UNASUL decidiu incluir a Cláusula Democrática em seu Tratado Constitutivo.



A medida precisa ser aprovada pelos presidentes e referendada pelos respectivos legislativos nacionais.

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