Defesa

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Desenvolvimento

Mostra BID-Brasil apresenta as inovações da indústria de Defesa

Brasília – O ministério da Defesa, com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) e a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), promoveu, nos dias 17 e 18, a 1ª Mostra BID-Brasil de produtos de Defesa. O evento reuniu 50 empresas brasileiras que compõem a Base Industrial de Defesa e Segurança.

O evento, inédito no país, apresentou as principais soluções tecnológicas produzidas pela indústria de defesa nacional, como aeronaves, radares, VANT (veículo aéreo não tripulado), veículos blindados e embarcações pneumáticas. Entre os expositores, estiveram alguns dos líderes do setor, como Embraer, OrbiSat, Atech, AVIBRAS, Iacit, CBC, Condor, Flight Technologies, AEL, Emgepron, Imbel, SKM e Mectron.

Segundo Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente da ABIMDE, “muitos desses projetos iniciam-se no âmbito da defesa nacional, mas a tecnologia é dual (militar e civil) e passa a ser aplicada em soluções civis”.

Um exemplo são os purificadores de ar, concebidos inicialmente para serem empregados em submarinos e que passaram a ser adotados em salas de cirurgias e de pesquisas científicas. Robôs subaquáticos, projetados para atuar em áreas de conflito e realizar o desarme de minas também passaram a ser empregados na indústria de óleo e gás, sendo comumente encontrados em operações nas plataformas de petróleo, evitando a exposição de mergulhadores a possíveis riscos.

No caso do VANT, sua importância se aplica tanto no setor militar quanto no civil. As Forças Armadas vêm adotando esse equipamento há muitos anos no patrulhamento de áreas remotas. O VANT também já é utilizado no controle ambiental, como no combate a queimadas e no levantamento de áreas desmatadas.

“Esses e muitos outros exemplos mostram que a nossa indústria de defesa é capaz de fornecer muitas soluções, das mais avançadas, e atender tanto ao setor militar quanto ao civil. Os investimentos em novos projetos e novas pesquisas são essenciais para a manutenção desse potencial. A Mostra BID-Brasil tem esse objetivo de revelar o que já é possível encontrar no país”, afirmou o vice-presidente da ABIMDE.

Mercado

Já o diretor do Departamento de Produto de Defesa (Deprod), do ministério da Defesa, general Aderico Mattioli, enxerga no evento uma oportunidade para a indústria de defesa mostrar a qualidade de seus produtos a potenciais compradores. “O Ministério da Defesa vem se articulando, nos últimos meses, para alavancar o setor e assegurar maior participação na balança comercial do país”.

De acordo com a ABIMDE, o setor de defesa no Brasil está em plena ascensão. A associação representa 170 empresas, e as companhias que atuam no mercado de defesa geram, juntas, cerca de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos, movimentando mais de US$ 3,7 bilhões por ano, sendo US$ 1,7 bilhão em exportação e US$ 2 bilhões em importação.

A ABIMDE acredita que esse número pode mais que dobrar nos próximos 20 anos em função dos grandes projetos anunciados pelo governo. A expectativa é de que os investimentos alcancem os US$ 120 bilhões a longo prazo, sendo US$ 40 bilhões já anunciados para programas voltados para vigilância das fronteiras marítimas, aéreas e terrestres do país, entre eles o Sisfron (Sistema de Vigilância da Fronteira), o Sisgaaz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul), o Prosuper (Programa de Aquisição de Navios de Superfície) e o F-X2 (que dotará a Força Aérea Brasileira de aeronaves de caça e ataque de última geração).

Até 2020, o setor poderá gerar cerca de 48 mil novos empregos diretos e 190 mil indiretos. Já para 2030, a expectativa é ainda melhor, passando para 60 mil novas vagas diretas e 240 mil indiretas. Esse cenário pode colocar a indústria brasileira em 15º lugar no ranking dos grandes players mundiais de defesa.

Para a entidade, o apoio do governo federal tem sido decisivo na consolidação destes cenários. No ano passado, a presidente Dilma Rousseff assinou a Medida Provisória nº 544, que estabelece mecanismos de fomento à indústria brasileira de defesa.

Trata-se de um desdobramento do Plano Brasil Maior que visa o aumento da competitividade da indústria nacional a partir do incentivo à inovação tecnológica e à agregação de valor. Em março deste ano, a medida foi aprovada e transformou-se na Lei nº 12.598 – que, agora, será regulamentada sob a coordenação do Ministério da Defesa.

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