Brasília, 20 de março de 2019 - 13h27

Reforma Ministerial

21 de fevereiro de 2005 - 11:31:00
por: InfoRel
Compartilhar notícia:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agido com extrema diplomacia para contornar os estragos provocados para o governo, com a eleição de Severino Cavalcanti [PP-PE], para a presidência da Câmara. Ele tem dito que Severino é um aliado e que o governo vai trabalhar com qualquer presidente que for eleito no Congresso.

Na prática, o governo sabe que terá de mexer muito bem no xadrez da Reforma Ministerial para inserir um nome de peso entre aqueles que agora comandam a Câmara. Fala-se em João Paulo Cunha para a liderança do governo, e o PT não conseguiu definir o là­der da bancada.

O problema, no entanto, vai continuar no Planalto. Enquanto José Dirceu e Aldo Rebelo estiverem medindo forças, o governo vai continuar perdendo. João Paulo é discà­pulo de Dirceu e acredita que Rebelo foi o principal artà­fice da derrota da emenda da reeleição na Câmara.

O que o Planalto já tem muito claro é que o PT precisa de um là­der capaz de aglutinar a base e o governo, um là­der que possa impor-se em relação à queles que agora comandam a Casa. O deputado Professor Luizinho não tem agradado há tempos.

Para piorar a situação, o PP de Severino Cavalcanti não quer mais o ministério dos Esportes. Com a ascensão do partido através de Cavalcanti, o partido passa a exigir um ministério de peso.

Um não, dois! E, o governo ainda precisa definir qual o tamanho do PMDB na Esplanada. Dependendo disso, Garotinho pode ou não ter seu futuro bem encaminhado.