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16/05/2008
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Narcotráfico pode render mais de um bilhão de dóla

Narcotráfico pode render mais de um bilhão de dólares às Farc

Larandia (Colômbia) – Na capital de Caquetá está radicada a Brigada Especial contra o Narcotráfico, com 1.800 homens também da elite militar colombiana. De acordo com essa brigada, 75% da economia das Farc provém do narcotráfico, o que pode render à guerrilha até US$ 1,1 bilhão anuais.

Uma das principais missões dessa brigada é justamente a de impactar as finanças das Farc e ELN. Nos últimos seis anos, 3.116 laboratórios e 199 acampamentos das Farc foram completamente destruídos.

Cerca de 10 toneladas de pasta base de cocaína foram apreendidas e mais de 760 mil hectares foram fumigados com glifosato.

Somente no início deste ano, 39 laboratórios de refino de cocaína foram destruídos. Há sete anos, os Estados Unidos enviavam anualmente US$ 7 milhões para esse trabalho. Hoje, esse valor chega a US$ 1 milhão anual.

Na área de cobertura da força, ainda operam 30 estruturas das Farc com cerca de 4.267 guerrilheiros. É nessa região que atua o temido Bloco Oriental considerado um dos mais preparados, com contingentes maiores e mais recursos econômicos.

No entanto, com as operações realizadas quase que sem interrupções, as forças militares da Colômbia avaliam que as Farc, nessa região onde Mono Jojoy e Manuel Marulanda já deram as cartas, enfrenta sérios problemas de coesão; há um esgotamento das estruturas; desmobilização de quadros médios da guerrilha; redução da capacidade de controle do Secretariado; e uma forte tendência ao desaparecimento da guerrilha por conta das agudas diferenças entre seus líderes.

Além disso, as Farc não conseguem lidar com a neutralização dos seus planos estratégicos, a perda de controle territorial, o processo de debilitamento considerado irreversível, a forte diminuição da sua capacidade financeira, perda de reservistas, indisciplina tática e forte vulnerabilidade do tecido criminal.

A política do presidente Uribe para os desmobilizados também atua como um forte ingrediente que mina as Farc. Esses desmobilizados são usados primeiramente pelos serviços de inteligência e as informações obtidas têm garantido o êxito de várias das incursões militares nas selvas.

Foi graças à inteligência que o Exército conseguiu destruir uma das principais fábricas das Farc em Las Gafas, Caquetá.

Trata-se de uma fábrica que tinha todo o maquinário necessário para a fabricação de granadas, minas, uniformes, e morteiros.

Ali também se dava manutenção aos equipamentos de informática da guerrilha e se imprimiam os materiais de divulgação ideológica das Farc.

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