Brasília, 18 de dezembro de 2018 - 18h22

Negócios das Arábias

18 de fevereiro de 2010
por: InfoRel
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José Osvaldo Bozzo



Uma boa notícia vem da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. De acordo com a entidade, que reúne 22 países além do Brasil, as exportações verde-amarelas para os países árabes, que em 2009 sofreram redução de quase 5%, vão se recuperar de forma significativa em 2010.



As carnes e o açúcar serão os principais responsáveis por esse alavancamento.



Ambos os produtos responderam pelo maior volume de negócios entre o Brasil e aqueles países durante o ano passado, sendo 28,8% das vendas representadas pelas carnes e 27,4% pelo açúcar.



Em dólares, as vendas totalizaram, respectivamente, US$ 2,71 bilhões e US$ 2,57 bilhões.



A carne brasileira é muito bem recebida pelos países árabes, chegando a ocupar 52% daquele mercado. Também há crescente demanda pela aquisição do gado em pé, principalmente por parte do Líbano, da Síria e do Egito.



Outros produtos que terão espaço cada vez maior na pauta de comércio exterior do Brasil e países árabes são a soja, o milho, o leite e seus derivados.



A demanda por esses elementos já vem crescendo: vale lembrar que, no ano passado, as exportações brasileiras de cereais para os árabes cresceram 22,6%. O milho foi a principal ‘estrela’, seguido pela soja.



Como o mercado brasileiro de lácteos sofreu um baque razoável no ano passado -- o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontou, em dezembro, uma queda de 5,45% na média nacional dos preços pagos aos produtores de leite –, a tendência de crescimento das exportações do setor merece ser comemorada.



Dados da Comissão de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apontam que, no acumulado do ano, a receita das exportações de produtos lácteos caiu 69,2% em 2009, sendo que o volume vendido foi 53,5% menor.



Em contrapartida, as importações subiram 24,2%, com um crescimento de 70,9% no volume, de 133,1 mil toneladas.



O saldo da balança comercial deixou, portanto, de ter um superávit de US$ 328,4 milhões (2008) para acumular um déficit de US$ 98 milhões (2009).



Tais resultados são devidos, em grande parte, à entrada expressiva de leite em pó proveniente da Argentina e do Uruguai no País, a preços depreciados.



Assim, é positivo que existam sinais de recuperação nos preços do leite no mercado internacional, e que o Brasil esteja se preparando não apenas para recuperar o espaço perdido como, também, para ampliar sua participação global.



E, principalmente, é bom saber que, além da melhoria das cotações no mercado internacional, a recuperação do segmento poderá contar com o incremento da demanda industrial.



Temos, portanto, sinais efetivos de que o setor de alimentos em geral, e o de lácteos em particular, terão uma recuperação mais veloz do que outros. O fomento aos negócios com os países árabes é muito bem-vindo nesse momento.



Carne, açúcar, leite, soja, milho. Em breve, a riqueza colhida nos campos brasileiros ocupará um espaço pra lá de significativo nas mesas egípcias, marroquinas, sírias, libanesas, argelinas e tantas outras.



José Osvaldo Bozzo é sócio-diretor da BDO, uma das cinco maiores empresas do mundo em auditoria, tax e advisory

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