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15/07/2015
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15/07/2015

Oportunidade

Normalização das relações com os EUA transforma Cuba em obsessão

Brasília – A normalização das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba transformou a Ilha numa obsessão para grande parte do mundo. A Europa, em crise, está de olho nas oportunidades que surgirão. Na semana passada, comitivas importantes da Itália e da Espanha, estiveram em Havana.

O governo italiano enviou seu Subsecretário para Assuntos Exteriores e de Cooperação Internacional que desembarcou na Ilha com 150 empresários dos mais variados setores. Um dos principais objetivos da Itália é tirar proveito da futura Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel, uma espécie de Zona Franca do porto que está sendo construído com recursos do BNDES brasileiro.

Seis empresas italianas entregaram 14 projetos para o governo cubano. Em outubro, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi viajará para Cuba para fechar acordos com o presidente Raul Castro.

Para não ficar atrás, a Espanha enviou no dia 7, o ministro da Indústria, Energia e Turismo, José Manuel Soria, para discutir negócios com as autoridades cubanas, também na esteira do melhoramento das relações com Washington.

Soria esteve acompanhado do Subsecretário de Estado, Jaime García-Legaz e uma comitiva de 80 empresários. Além das oportunidades que serão geradas a partir do Porto de Mariel, a Espanha quer investir pesado nos setores de telecomunicações e energia, inclusive para melhorar a infraestrutura do turismo onde o país já investe há muitos anos.

Para ganhar terreno num ambiente já competitivo, os espanhóis abriram uma linha de crédito por meio da Companhia Espanhola de Financiamento do Desenvolvimento, de 40 milhões de euros até 2017, e que poderá ser ampliada. A Espanha é hoje a terceira parceira comercial de Cuba e quer assumir o primeiro lugar antes que os Estados Unidos resolvam todas as pendências com a Ilha.

China e Rússia já firmaram vários acordos, inclusive para uso privilegiado da Zona Especial de Mariel. Os russos, por exemplo, perdoaram 90% da dívida que Cuba tinha com a ex-União Soviética e prometeram aplicar os 10% restantes na construção de um aeroporto de cargas, próximo a Mariel.

Antes mesmo da retomada dos diálogos entre Cuba e os Estados Unidos, empresários e parlamentares norte-americanos já haviam se reunido com o presidente Raul Castro, para discutir o aprofundamento dos negócios entre os dois países a partir do Porto de Mariel.

Enquanto todos discutem como ganhar com uma “nova Cuba”, o Brasil segue financiando as obras do porto e de recuperação e modernização de mais 12 aeroportos cubanos, também com recursos do BNDES.

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