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Norte-americanos defendem acordo de livre comércio com México

Empresários norte-americanos representados pela maior organização do setor daquele país defendem o acordo de livre comércio com o México e Canadá e prometem desafiar o presidente Donald Trump. De acordo com Tom Donahue, presidente da poderosa US Chamber of Commerce, a ameaça contra o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLCAN), é também contra a “vitalidade econômica compartilhada” e “à segurança nacional” dos três países membros.

Nesta terça-feira, 10, Donohue enfatizou a sua preocupação com as propostas mais polêmicas que a administração Trump incluiu na negociação do acordo, consideradas “desnecessárias e inaceitáveis”.

“Há várias propostas que são pílulas venenosas que postas à mesa poderão condenar todo o tratado”, afirmou o líder empresarial durante evento na Cidade do México. Entre essas propostas está o endurecimento das regras de origem, ou seja, o conteúdo que devem ter os produtos para não pagar tarifas; a eliminação do mecanismo de solução de controvérsias e que o tratado tenha duração de apenas cinco anos para depois ser renovado.

A quarta rodada de negociações sobre o Tratado de Livre Comércio terão início nesta quarta-feira, 11, em Arlington, Virgínia. Anteriormente, o presidente Donald Trump havia afirmado que “o TLCAN terá de ser extinto se quisermos fazê-lo favorável a nós (Estados Unidos)”. Além disso, já disse que não tem nenhuma simpatia pelos acordos bilaterais.

Por outro lado, o chanceler mexicano Luis Videgaray afirmou que “o México é muito maior que o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, e devemos estar preparados para os diferentes cenários que podem resultar desta negociação”.

A US Chamber of Commerce pretende enviar uma carta à Casa Branca firmada por mais de 300 câmaras de comércio do país ressaltando os benefícios do acordo comercial. O México discute o tratado juntamente com o Canadá por pressão de Trump que o considera “o pior acordo jamais assinado” pelo seu país. Na sua visão, o TLCAN é o principal responsável pelo desemprego nos Estados Unidos.

A expectativa é que as negociações sejam concluídas até as eleições de 2018 no México. No próximo ano, os Estados Unidos também realizarão eleições para renovar o Congresso.

Três rodadas de negociações já foram realizadas nos meses de agosto e setembro e esta quarta edição terá uma semana de duração com a participação dos responsáveis do Comércio dos três países. Telecomunicações, política de concorrência, comércio digital, boas práticas de regulamentação, papel das aduanas e facilitação do comércio estiveram entre os temas mais debatidos.

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