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Defesa
Governo investe R$ 470 milhões no monitoramento de fronteiras
25/01/2017 - 16h27

Brasília - O governo federal investirá R$ 470 milhões para manter o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), do Exército, no ano de 2017. Trata-se do principal sistema de fiscalização, vigilância e proteção de uma faixa de 17 mil quilômetros de fronteira com dez países sul-americanos.

Na semana passada, o ministro da Defesa, Raul Jugmann, visitou o centro de comando e controle do SISFRON, em Dourados (MS). Em toda a América do Sul, o Brasil só não tem fronteiras com Chile e Equador. Para o governo e para as Forças Armadas, as fronteiras representam um desafio para a segurança nacional.

O avanço do crime organizado na região norte, que compreende áreas de selva amazônica, é uma das principais preocupações das autoridades e onde atuam 21 mil militares atualmente.

Na década de 1950, mil profissionais exerciam a missão de garantir a tríade “integridade nacional, soberania e defesa da pátria” nos 9.762 quilômetros de fronteira brasileira da região com Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia. Nessa faixa, as Forças Armadas exercem o chamado poder de polícia em 150 quilômetros, por meio de 24 pelotões e um efetivo de 1,5 mil militares de todo País.

Além disso, a região ainda abriga grupos insurgentes  e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Segundo o ministro da Defesa, o arsenal de armas das FARC, pode inclusive chegar às facções criminosas responsáveis pela atual crise no sistema penitenciário brasileiro.

“Com o acordo de paz (descumprido), o arsenal deles está parando nas mãos dos dissidentes ou mesmo não sendo entregues. Essas armas podem vir a chegar aos nossos centros metropolitanos, agravando a crise de segurança (pública no país)”, explicou.

Além disso, as tropas militares enfrentam diariamente a pesca ilegal, o tráfico de armas, contrabando, garimpo ilegal, dragas nos rios, imigração ilegal, desmatamento, infrações ambientais, pistas de pouso ilegais, extração ilegal de madeira e tráfico de animais silvestres.

“Tudo isso que ocorre na fronteira impacta nos grandes centros urbanos do nosso país e com organizações criminais fomentando”, disse o general Antonio Miotto. Segundo ele, o tráfico internacional de animais silvestres paga valores exorbitantes por uma espécie rara ou em extinção, como a jiboia, que chega a ser negociada por US$ 1,5 mil; a cobra coral verdadeira, por US$ 31 mil e a arara-azul pode valer US$ 60 mil, com destinos a países europeus e aos Estados Unidos.

No dia 19 de janeiro, o Comando da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada recebeu a visita do ministro da Defesa que esteve na Guarnição de Dourados para verificar as capacidades do Projeto SISFRON. Ele esteve acompanhado dos comandantes da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira; do Exército, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas; e da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, além de outras autoridades civis e militares.

O Comandante Militar do Oeste, General de Exército Gerson Menandro Garcia de Freitas, o Comandante da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, General de Brigada Lourenço William da Silva Ribeiro Pinho, e o Chefe do Estado-Maior da 4ª Bda Cav Mec, Coronel Rocha Lima, realizaram a exposição das características da área, das capacidades do SISFRON e das operações em curso. A comitiva também conheceu os equipamentos utilizados pelo sistema como radares, binóculos com visão noturna, módulos de transmissão de dados, dentro outros.