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Mundo
OEA ameaça aplicar Carta Democrática e suspender Venezuela
16/03/2017 - 14h47

Brasília - O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, ameaçou aplicar a Carta Democrática Interamericana e suspender a Venezuela do organismo, ao afirmar que o país vive uma “ruptura total” da ordem. Ele também cobrou a realização de eleições gerais como forma de pôr fim às crises política, econômica e humanitária.

Como resposta, Almagro foi chamado de “lixo humano” pelo presidente Nicolás Maduro que deixou clara sua posição: “ninguém ameaça a Venezuela”. Para o Secretário-Geral da OEA, o regime chavista de Maduro “viola todos os artigos da Carta Democrática Interamericana”.

Em seu informe divulgado nesta terça-feira, 14, ele afirmou que “os fatos não deixam dúvidas. Na Venezuela há uma ruptura total da ordem democrática e a única saída é permitir que o povo possa decidir o seu destino, porque o diálogo entre o governo e a oposição fracassou”.

Almagro reiterou ainda que “não podemos permitir que a premissa do diálogo siga sendo utilizada como cortina de fumaça para perpetuar e legitimar o poder autoritário em que se converteu o regime na Venezuela”, explicou.

Em maio de 2016, Luis Almagro invocou o artigo 20 da Carta Democrática da OEA, que faculta ao Secretário-Geral convocar o Conselho Permanente quando em um Estado haja uma alteração da ordem constitucional.

Na época, ele não conseguiu o consenso interno do organismo para ativar a Carta Democrática que resultaria na suspensão da Venezuela. A maioria dos países preferiu apostar no diálogo entre governo e oposição que até hoje não produziu resultados.

O diálogo foi apoiado pela UNASUL sob o comando de Ernesto Samper que deixou o cargo de Secretário-Geral da entidade em janeiro. O Vaticano também contribuiu, mas diante das dificuldades, retirou-se do processo. Para a oposição, Nicolás Maduro tenta apenas ganhar tempo uma vez que não teria condições de se manter no poder em caso de eleições diretas.