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Mundo
Trem Bioceânico será discutido em evento multilateral na Bolívia
21/03/2017 - 15h09

Brasília - Nos dias 21 e 22 deste mês, será realizado em La Paz, um evento multilateral para discutir a construção do Trem Bioceânico que cortará a Bolívia, vindo do Brasil e alcançando o Pacífico através do Peru. Apesar do governo brasileiro ainda não ter uma posição clara a respeito do projeto, os governadores do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, participarão do encontro.

De acordo com o ministro boliviano de Obras Públicas, Milton Claros, os dois governadores “deram apoio total” ao projeto. O Paraguai também enviará representantes.

Segundo Claros, “o vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, autoridades do Paraguai e o vice-ministro de Transporte, Construção e Desenvolvimento Urbano da Alemanha, Rainer Bomba, estarão presentes na reunião em que pretendemos consolidar o avanço do projeto. Estamos convocando autoridades do Uruguai para que também se somem aos esforços”, explicou.

Ele revelou ainda que as reuniões com representantes do Brasil tiveram de ser suspensas por conta das mudanças políticas no país, o que impede que sejam assinados os memorandos de entendimento. Há duas semanas, no entanto, os governadores Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul, e Pedro Taques, do Mato Grosso, demonstraram interesse nas negociações e devem comparecer ao evento de La Paz.

Traçado

O projeto encabeçado pela Bolívia tem um traçado que inicia no Porto de Santos (SP) e vai até Ilo, na costa do Peru, com conexões no território paraguaio, passando por Carmelo Peralta, numa extensão de 600 km. No entanto, a Câmara de Exportadores, Logística e Promoção de Investimentos de Santa Cruz, na Bolívia, considera outra possibilidade, por meio do ramal ferroviário Motacucito – Puerto Busch, que compreende 130 km.

O Peru também deverá concluir até o final do mês, um estudo de viabilidade para o projeto, conforme acertado em fevereiro entre os presidentes Evo Morales e Pedro Pablo Kuczynski. Milton Claros informou que quatro estudos já foram realizados sobre desenho básico do projeto, custos de construção, desenho estratégico e processo de análise de prospecção comercial, e de impacto ambiental.

Alemanha e Suíça seriam os principais investidores da construção deste corredor que custará entre US$ 10 bilhões e US$ 14 bilhões e poderá entrar em operação em sete anos. No total, entre Santos e Ilo, serão 3.750 km, um trecho que poderá ser percorrido em quatro dias.