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Defesa
Brasil e Itália buscam parcerias nos setores aeronáutico e aeroespacial
22/03/2017 - 17h12

Brasília - O Comando da Aeronáutica (COMAER) recebeu, nesta sexta-feira, 17, uma comitiva italiana composta pelo Secretário-Geral da Defesa e Diretor Nacional dos Armamentos da Itália, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Magrassi; pelo Embaixador da Itália, Antonio Bernardini; pelo Adido de Defesa, Coronel Aviador Paolo Cianfanelli, entre outras autoridades. O objetivo foi estabelecer contatos para realizar possíveis parcerias no setor aeronáutico e aeroespacial.

De acordo com o Comando da Aeronáutica, os aparelhos de pilotagem remota que, no futuro, vão estar vinculados aos satélites, foram tema da discussão. A ideia da Itália é desenvolver tecnologia para realizar o controle satelital dos Veículos Aéreos Não tripulados (VANTs) e criar uma rede horizontal de parceiros, na qual o Brasil pode ser um deles, devido à sua importância na América do Sul.

Durante o encontro também foi debatido sobre a metodologia de treinamento de pilotos que, na Itália, está passando da fase de simulação para a emulação. "Temos interesse em nos aprofundar nesses assuntos e a Itália poderá ser um parceiro futuro do Brasil", ressaltou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.   

AM-X

O Brasil já desenvolveu juntamente com a Itália o projeto AM-X, que projetou o caça ítalo-brasileiro conhecido aqui como A-1. O acordo determinava que as fabricantes italianas fossem responsáveis por cerca de 70% do programa, enquanto a Embraer assumiu os 30% restantes. Em apenas quatro anos, o avião saiu do papel e decolou. O caça A-1 entrou em operação na Força Aérea Brasileira (FAB) em 1989. Em setembro de 2013, o então Esquadrão Adelphi recebeu o primeiro A-1M com as aeronaves sendo totalmente modernizadas pela Embraer.