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Mundo
Chanceleres se reunirão na OEA dia 31 para discutir crise na Venezuela
20/05/2017 - 15h48

Brasília - Os ministros de Relações Exteriores dos países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), se reunirão no próximo dia 31 em Washington para discutir a crise na Venezuela. A convocação  proposta pelo México foi aprovada nesta segunda-feira, 15, pela entidade.

A 29ª reunião de Consulta de Ministros de Relações Exteriores recebeu 18 votos a favor, 1 contra, 13 abstenções e 2 ausências. Para o representante da Nicarágua,  “é inadmissível que alguns países tentem meter-se nos assuntos internos da Venezuela. Isso constitui um movimento hostil contra aquele país”, afirmou.

A iniciativa mexicana obteve o mínimo necessário dos votos – maioria simples dos 35 países membros – para que o encontro fosse  confirmado, após vários dias de impasse por falta de consenso a respeito desta agenda. Votaram a favor, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia e Estados Unidos.

Se abstiveram: Haiti, República Dominicana, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidade e Tobago, Antígua e Barbuda, Bolívia, Costa Rica, Dominica, Equador e El Salvador.

O governo venezuelano, no entanto, continua trabalhando para evitar que a reunião se realize apesar de já ter formalizado o seu pedido de abandono da OEA. Isolado, Nicolás Maduro se retirou do mecanismo por considerar certa a suspensão ou até mesmo a expulsão do país.

União Europeia

A Venezuela está cada vez mais isolada politicamente e não apenas na região. Também a União Europeia pressiona para que Caracas investigue todos os incidentes violentos das últimas semanas, libere os presos políticos, respeite os direitos constitucionais das pessoas e fixe um calendário eleitoral.

Nesta segunda, 15, o Conselho de Ministros de Relações Exteriores do bloco reuniu-se em Bruxelas para emitir um comunicado sobre o tema. De acordo com os chanceleres europeus, “a violência e o uso da força não resolvem a crise do país. Devem ser respeitados os direitos fundamentais do povo venezuelano, incluído o direito a manifestações pacíficas”.

Este é o primeiro documento da UE sobre a crise na Venezuela desde julho de 2016. Eles pediram ainda a “todos os agentes políticos e às instituições do país devem trabalhar de forma construtiva em benefício de uma solução que respeite plenamente o Estado de Direito e os direitos humanos, assim como as instituições democráticas e a separação dos poderes”. Além disso, solicitaram “fixar um calendário eleitoral para que o povo possa expressar sua vontade de forma democrática”.

Para os ministros de Exteriores do bloco europeu, a libertação dos presos políticos também constitui um passo essencial para restaurar a confiança e ajudar o país a recuperar a sua estabilidade política.

Além disso, a UE considera “fundamental” que todas as partes se abstenham de cometer atos violentos e vê com preocupação o anúncio da ampliação e reforço dos grupos civis armados na Venezuela, bem como com a situação dos mais de 600 mil europeus que residem naquele país.

Os ministros se reuniram depois que a Alta Representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, alertou sobre a situação na Venezuela, classificada por ela como “desestabilizadora para a região”.

Brasil

Enquanto isso, no Brasil a crise política interna retirou a Venezuela da agenda. Um encontro para promover o diálogo parlamentar sobre a democracia naquele país e que seria realizado no dia 23, foi cancelado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A ideia era reunir todos os presidentes dos poderes legislativos da região, Estados Unidos e União Europeia, mas a baixa adesão somada à crise que atinge o PSDB e o governo do presidente Michel Temer, derrubaram o encontro.