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Mundo
EUA corta drasticamente o orçamento para a América Latina
30/05/2017 - 11h44

Brasília - Os Estados Unidos cortaram drasticamente os fundos destinados no orçamento federal para a América Latina. A proposta do presidente Donald Trump reduz significativamente a assistência proporcionada a todos os países da região e que atinge principalmente México e América Central.

A proposta orçamentária apresentada na última terça-feira, 23, deve ser aprovada nesta semana pelo Congresso. O Departamento de Estado deverá receber um aporte de US$ 37,6 bilhões, dos quais US$ 1 bilhão serão destinados à América Latina e Caribe. São US$ 614 milhões a menos que o aprovado em 2016 para ser aplicado em 2017.

Os Estados Unidos reduziu ainda as verbas destinadas a países para o exercício fiscal de 2018. Cuba, por exemplo, recebeu US$ 20 milhões e a Venezuela, US$ 6,5 milhões. Para o próximo orçamento não há qualquer previsão de recursos para esses países.

No orçamento por país estão contabilizados recursos para programas de segurança, democracia, luta contra o narcotráfico e imigração. Neste sentido, o México receberá US$ 87,7 milhões, 45,3% menos que no orçamento do ano passado, quando obteve US$ 160,1 milhões.

Para a América Central, os cortes também são substanciais e serão reduzidas as ajudas para o desenvolvimento e o fortalecimento institucional que haviam sido potencializados na administração Obama.

A Guatemala receberá US$ 80,7 milhões, frente aos US$ 131,2 milhões que recebeu neste ano; Honduras terá US$ 67,8 milhões (foram US$ 98,2 milhões em 2017), e El Salvador, país que presidente a CELAC, receberá US$ 46,3 milhões, ante os US$ 67,9 milhões do último exercício.

Já a Nicarágua, do governo sandinista de Daniel Ortega, receberá apenas US$ 200 mil quando havia recebido US$ 10 milhões; a Costa Rica, US$ 400 mil e não mais US$ 1,8 milhão, enquanto o Panamá ficará com US$ 1,2 milhão quando recebia US$ 3,3 milhões.

Para a Colômbia, serão destinados US$ 251,4 milhões, valor bastante inferior aos US$ 391 milhões que o Congresso norte-americano pretendia aprovar para apoiar o processo de paz em curso naquele país. Bogotá, no entanto, conta com outras fontes de recursos dos Estados Unidos que poderiam ser dedicados especificamente à operações regionais (US$ 300 milhões), temas de narcotráfico e segurança (US$ 167 milhões), ou ajuda humanitária e promoção da democracia.

Na América do Sul, o Peru receberá US$ 49,6 milhões; Chile e Argentina, US$ 500 mil; Uruguai e Paraguai, US$ 400 mil; e o Brasil, US$ 815 mil frente aos US$ 12,8 milhões de 2016.

A proposta de Trump também elimina fundos para o Equador, que em 2016 recebeu US$ 2 milhões; e concede US$ 10,5 milhões para a República Dominicana e US$ 157,4 milhões para o Haiti.