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Novo Acordo Transpacífico será firmado em março no Chile

Marcelo Rech, especial de Santiago – 

No dia 8 de março, os 11 países que configuram o atual Acordo Transpacífico, se reunião em Santiago para firmar o novo texto que fortalece a aliança mesmo após a saída dos Estados Unidos, anunciada em janeiro de 2017. A informação é do ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz. Segundo ele, foram necessários quase um ano de diálogos para que o novo TPP fosse mantido.

As negociações tiveram início em Viña del Mar em março do ano passado. No dia 23 de janeiro, em Tóquio, foram concluídas as reuniões técnicas do Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico. O anúncio do novo acordo foi feito simultaneamente também pelo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e o ministro do Comércio do Japão, Toshimitsu Motegi, para quem “o TPP será um motor para superar o protecionismo”.

De acordo com Muñoz, “foi uma negociação intensa. É um grande êxito para a política exterior chilena, porque a ideia de seguir em frente sem os Estados Unidos, implementando algumas modificações, surgiu dos diálogos mantidos em Viña del Mar, na reunião de chanceleres e ministros de comércio. Se trata de uma grande notícia para a prosperidade da região Ásia – Pacífico”, explicou.

O chanceler chileno que já foi embaixador no Brasil e nas Nações Unidas, afirmou que o acordo manterá, “na sua íntegra, o conteúdo do TPP original. Para entrar em vigor, será necessária a ratificação por seis países, ou seja, 50% mais 1. Antes, era necessário que 85% dos países ratificassem, o que significa que os Estado Unidos representavam 65% do acordo”, destacou.

Para o diretor do Centro de Estudos Internacionais da Universidade Católica do Chile, “este é um acordo de última geração, que coloca o comércio muito além das discussões sobre tarifas, com regras do século 21. Por exemplo, o standard em termos trabalhistas ambientais e regulatórios”, assinalou.

O TPP é integrado por Brunei, Chile, Nova Zelândia, Singapura, Austrália, Canadá, Japão, Malásia, México, Peru e Vietnã.

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