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13/12/2016
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14/12/2016

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Novo contrato de gás atrasa por crise política no Brasil

Brasília – O governo boliviano informou nesta terça-feira, 13, que o novo acordo para a exportação de gas para o Brasil está atrasado por conta da crise política brasileira. De acordo com o embaixador da Bolívia em Brasília, José Kinn, há um panorama adverso sobre o curso das negociações bilaterais. O atual contrato expira em 2019.

Na avaliação do ex-ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Herbert Muller, um novo acordo com o Brasil “será difícil e complicado”. Ele acredita ainda que mesmo arranacando um novo acordo com o Brasil, a Bolívia terá de entender que o preço estará sujeito à volatilidade do mercado.

José Kinn reconhece que a recessão econômica brasileira é outro elemento que impede avanços nas negociações para a compra e venda do gás. Kinn revelou que as negociações não avançaram e ainda estão em uma etapa embrionária.

Cana-de-açúcar

Enquanto os dois países não fecham um novo acordo para o gás natural, o Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE) alerta que o Brasil lançará em 2017 um espécie de cana-de-açúcar transgênica resistente a pragas e à seca, que poderia afetar os produtores bolivianos com a redução nos preços do açúcar e do álcool.

De acordo com o diretor-geral do IBCE, Gary Rodríguez, “com menores custos de produção e maiores rendimentos, o Brasil, primeiro produtor mundial de cana-de-açúcar, ganhará maior competitividade o que poderia deprimir o preço do açúcar e do álcool, obrigando a que a Bolívia tenha de aumentar a sua competitividade”, explicou.

Rodríguez recordou os benefícios que a biotecnologia pode trazer para os produtos bolivianos. “Assim como a biotecnologia ajudou de forma determinante a produzir mais de um milhão de hectares de soja em Santa Cruz, assim também, que se permita utilizar a biotecnologia para a cana-de-açúcar”, defendeu.

Os empresários bolivianos cobram medidas e ações do governo para que o setor produtivo adote a biotecnologia como forma de tornar os produtos do país atraentes e competitivos. Eles querem produzir mais com menos custos e entendem que se a biotecnologia não for implementada, haverá retrocesso com impacto na economia interna.

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