Brasília, 23 de outubro de 2018 - 01h17

Estados Unidos

23 de maro de 2005
por: InfoRel
O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld é um dos principais ‘falcões’ do governo Bush. Mantido no Pentágono depois da queda do general Collin Powell, Rumsfeld busca agora, uma relação de confiança e cooperação com a América Latina.

Por trás dessa preocupação está a corrida armamentista iniciada pela Venezuela. Os Estados Unidos não escondem a preocupação com os interesses bélicos de Chávez, mas apostam em Lula e nos governos de esquerda da América do Sul, para controlar os à­mpetos do governo bolivariano.

Para o Brasil, a confiança do governo norte-americano é fundamental para sua inserção internacional, mas não dá para acreditar que os Estados Unidos vão apoiar a entrada do paà­s no Conselho de Segurança da ONU, como integrante permanente. Nesse sentido, o Brasil não tem razões para alimentar esperanças e terá de seguir trabalhando em outras frentes.

Nesta segunda-feira, quando chegou ao paà­s, Donald Rumsfeld afirmou que as relações dos Estados Unidos com o Brasil, Argentina, Chile e Uruguai são muito boas. Resta saber o que acontecerá se o governo de Tabaré Vazquez resolver privilegiar o Mercosul em detrimento dos acordos bilaterais firmados pelo antecessor Jorge Battle, com os Estados Unidos.

Embora tenha reconhecido o importante papel do Brasil à  frente da missão de paz da ONU no Haiti, Rumsfeld colocou em dúvida se as tropas comandadas pelo Brasil, realmente tem condições de estabilizar o paà­s e permitir o mà­nimo de segurança para a realização de eleições em novembro e dezembro.

O assunto será discutido no âmbito do Conselho de Segurança em junho, quando a missão poderá ser prorrogada. Será decidido ainda, se o general Augusto Heleno Ribeiro, será mantido no comando das tropas internacionais.

No entanto, os Estados Unidos reconhecem que a missão no Haiti possui caracterà­sticas importantes por ser integrada basicamente por forças latino-americanas. Ele discutiu o assunto com o ministro da Defesa argentino, José Pampurro.

Por outro lado, os Estados Unidos querem conhecer detalhes sobre a Cúpula América do Sul - Paà­ses àrabes, que será realizada com o patrocà­nio do Brasil, em Brasà­lia, no mês de maio. Os norte-americanos não admitem que o evento sirva para denunciar a polà­tica pró-Israel dos Estados Unidos no Oriente Médio.

Essa história de estreitamento das relações comerciais e culturais não é bem digerida pelos Estados Unidos. Além disso, existe essa obstinação por um atuação militar na chamada Trà­plice Fronteira.

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