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Diplomacia

22 de maro de 2005
por: InfoRel
Luiz Paulo Bellini

O tema “Relações Internacionais” [RI], a cada ano, está mais em pauta na mà­dia brasileira. Seja pela guerra ou pelo pós-guerra no Iraque, pelo crescimento do comércio exterior brasileiro, pela maior participação do Brasil nas atividades polà­ticas internacionais, pelo aumento no interesse em eventos internacionais, pela entrada em vigor de grandes acordos como o Protocolo do Kyoto etc.

Dentro das RI, uma área que tem recebido atenção especial é a educação direcionada à  globalização. O número de cursos de graduação em Relações Internacionais – que objetiva formar profissionais multidisciplinares, com profundo conhecimento do ambiente internacional – cresceu em progressão geométrica nos últimos 5 anos. Fato é que com tantos cursos novos, as instituições privadas e as públicas investem para criar o diferencial do seu curso de RI.

Alguns exemplos. Na Universidade de São Paulo [USP] o aluno tem a opção de escolher uma das quatro áreas de concentração que quer seguir a partir do terceiro ano, ciência polà­tica, economia, direito ou história. Ainda em São Paulo, na Fundação Armando Alvares Penteado [FAAP] o graduando já sabe que sua área é a economia internacional, pois desde o primeiro ano o curso possui um intensivo número de matérias de economia, negócios e gestão.

O mesmo ocorre na Universidade Anhembi-Morumbi, mas o diferencial é o laboratório para a prática de negociações internacionais. A mais recente universidade a inaugurar o curso de RI é a Universidade São Marcos, a qual optou por uma estratégia diferente, montar um grade para capacitar o graduando a entrar no desejado Instituto Rio Branco – única instituição autorizada a formar diplomatas.

No sul do Brasil, em Florianópolis, o curso de RI da Unisul objetiva formar o negociador internacional e para isso dá ênfase na là­ngua inglesa, fazendo o aluno comprovar a suficiência no idioma para se graduar; além de exigir outro idioma básico.

Na Universidade Católica de Goiás [UCG], o bacharel em RI recebe forte influência das ciências polà­ticas, sendo este o foco de sua formação, principalmente por passar pelo Centro de Simulações da escola. Na Universidade de Brasà­lia [UnB], instituição que possui o curso de RI a mais tempo, desde os anos 70, o graduando é direcionado para atuar em instituições públicas, principalmente no Itamaraty.

Esses são apenas alguns exemplos para mostrar que, embora o número de universidades ou faculdades que oferecem o curso de RI tem crescido, cada curso tem sua particularidade com o objetivo de criar diferencial no mercado. Isso faz com que o pretendente ao curso relações internacionais necessite se informar sobre a faculdade de seu interesse e refletir a respeito dos seus objetivos particulares.

Para as faculdades, o importante, antes da criação do curso de RI, é analisar o desenvolvimento das Relações Internacionais no Brasil e observar o comportamento das empresas ou organizações que estão absorvendo os profissionais da área.

Para aquelas que já oferecem o curso é necessário verificar se o foco do seu ensino é adequado com o interesse da sociedade ao seu redor; e desta com o mundo. Em suma, é verificar o andamento dos postos de trabalho existentes e os que estão surgindo.

Luiz Paulo Bellini é bacharel em relações internacionais, assessor direto da presidência internacional da Gazeta Mercantil, consultor de projetos da Editora JB e sócio do Portal MundoRI.com [luizbellini@mundori.com].

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