Defesa

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Brasil prefere Rafale

O ministro da Defesa afirmou que o país quer fortalecer a aliança estratégica com a França

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira em audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado Federal, que o Brasil prefere confirmar o acordo com a França para a aquisição de 36 aviões de caça Rafale, fabricados pela Dassault (Veja a cobertura feita em Tempo Real no Blog InfoRech, de Defesa e Relações Internacionais, acessado a partir da página inicial do infoRel).

De acordo com Jobim, os Estados Unidos não transferem tecnologia e o Brasil não pretende apenas comprar, mas montar o avião no país.

De acordo com o ministro, a França foi o único país que mostrou disposição em transferir tecnologia irrestrita do caça à Força Aérea Brasileira (FAB). Jobim explicou que autoridades norte-americanas falam em transferência de tecnologia “necessária” e não total.

Ele também minimizou a importância do compromisso assumido pela Secretária de Estado Hilary Clinton e de autoridades do Departamento de Defesa, em garantir esse item na proposta da Boeing que disputa a licitação com o F-18 Super Hornet.

Antecedentes

Nelson Jobim afirmou que os antecedentes históricos são negativos para os Estados Unidos que, segundo ele, foram responsáveis por dez embargos ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

O caso clássico envolve o veto norte-americano à venda do Super Tucano, fabricado pela Embraer, à Venezuela, em 2006.

Além disso, os Estados Unidos também não demonstraram interesse em transferir tecnologia quando chamados a participar do programa dos submarinos.

Para o ministro, a opção pela França é estratégica. “Ou o Brasil se capacita ou ficará dependente dos outros para sempre”, destacou.

Jobim explicou que para sacramentar o acordo de compra do Rafale, basta que a França confirme formalmente o que foi negociado entre os dois países.

“O negócio não está fechado, mas há de parte do governo brasileiro, uma opção pela França”, afirmou.

As empresas que participam da concorrência têm até o dia 21 para apresentarem novas propostas e a Força Aérea Brasileira fará um relatório técnico indicando 1º, 2º e 3º colocados.

O F-18 custa R$ 182 milhões, o Gripen não sai por menos de R$ 127,4 milhões e o Rafale é o mais caro. Cada unidade custa R$ 254,8 milhões.

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