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O papel dos Fuzileiros Navais em missões de paz

O papel dos Fuzileiros Navais em missões de paz

Marcelo Rech, do Rio de Janeiro

O Corpo de Fuzileiros Navais constituído por cerca de 15 mil militares, todos profissionais, contribui com 230 militares na missão de paz no Haiti.

Com o objetivo de trocar experiências com o mundo acadêmico e especialistas no assunto, promovem o 1º Seminário de Operações de Paz Pro-Defesa, no Ciasc.

Segundo o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante Álvaro Augusto Dias Monteiro, “mais de 45% dos oficiais fuzileiros navais possuem experiência em operações de paz e cada Batalhão de Infantaria já participou do ciclo completo de preparação e envio de tropas para o Haiti desde o início da Minustah, em 2004”.

Ele explicou que em 1965, os Fuzileiros atuaram como observadores na missão da ONU instalada na fronteira da Índia com o Paquistão.

No mesmo ano, integraram a Força Armada Interamericana (Faibrás), sob mandato da Organização dos Estados Americanos (OEA), na República Dominicana.

Na década de 1990, estiveram em missões de paz em Angola, Costa Rica, El Salvador, Honduras, na ex-Iugoslávia, Macedônia, Moçambique, Nicarágua, na fronteira de Uganda com Ruanda e, sob responsabilidade da OEA, no monitoramento da fronteira entre Peru e Equador e na remoção de minas em diversos países da América Central.

Atualmente, além do Haiti, participam de missões na Colômbia, Costa do Marfim, Etiópia, Libéria, Nepal, República Centro Africana, Saara Ocidental, Sudão e Timor Leste.

“Trata-se de um relevante cabedal de conhecimentos e de experiências profissionais valiosas que adquirimos por meio de nossa participação em todas essas operações de paz, sujeitas a diferentes contextos e mandatos dos organismos internacionais que queremos compartilhar com o meio acadêmico”, revelou o Comandante Monteiro.

Participam do 1º Seminário de Operações de Paz Pro-Defesa, delegações da Organização das Nações Unidas, da OEA, Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos, e Haiti, além do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e de ONGs como Médicos Sem Fronteira e Viva Rio.

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