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O petróleo venezuelano

O petróleo venezuelano

Na semana passada, o Comitê de Relações Internacionais da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, discutiu as relações da Venezuela com países sancionados pela ONU.

O foco da discussão girou em torno da suposta violação das resoluções das Nações Unidas sobre o Irã.

A Venezuela estaria driblando as determinações da ONU e abastecendo o Irã com gasolina.

O debate ocorreu no momento em que o presidente venezuelano Hugo Chávez era operado em Havana.

Em quanto se especulava sobre sua saúde e a existência de um câncer, parlamentares norte-americanos estavam mais interessados em saber o que o Departamento de Estado fazia para impedir que Caracas e Teerã seguissem cooperando.

Para o Departamento de Estado, também não existem dúvidas quanto ao apoio prestado pelo governo venezuelano às Farc e ELN, da Colômbia, e ao grupo Hezbollah.

No entanto, o governo norte-americano minimiza os efeitos dessas relações considerando que a Venezuela é hoje um país isolado politicamente.

Kevin Whitaker, braço direito do Subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, afirmou que “a Venezuela é um país vigiado e nenhuma opção é descartada”.

Segundo ele, “Washington tem buscado o diálogo com Caracas que prefere ignorar os apelos isolando-se cada dia mais”.

Análise da Notícia

O temor em Washington é que Chávez deixe de enviar o petróleo comprado pelos Estados Unidos. Nada, além disso.

A Venezuela envia diariamente entre 900 mil e 1,2 milhão de barris de petróleo para o mercado norte-americano.

Desde sua chegada ao poder em 1999, Chávez nunca deixou de entregar uma única gota de petróleo aos Estados Unidos.

De acordo com fontes do Departamento de Defesa, as aspirações militares de Hugo Chávez nunca preocuparam.

Para o governo dos Estados Unidos, a Venezuela não possui condições sequer de travar uma batalha com a vizinha Colômbia.

Faltaria às Forças Armadas de Chávez, condições inclusive para alimentar a tropa e mobilizar tanques à fronteira.

Além disso, a crise econômica e o desabastecimento interno impedem que o líder venezuelano busque um conflito externo.

Na avaliação de vários militares, o que Chávez quer mesmo é usar os Estados Unidos como faz Cuba, para conter as insatisfações internas.

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