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O Programa Espacial como fator de desenvolvimento tecnológico para a Defesa

Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) realiza ciclo de debates "O Brasil e a Ordem Internacional: Estender Pontes ou Erguer Barreiras?" 17° Painel - O Programa Espacial Brasileiro e o Aproveitamento Comercial da Base de Alcântara Discutindo sobre: Qual a relação entre desenvolvimento tecnológico e Defesa Nacional? Como o Brasil tem atuado para alcançar desenvolvimento tecnológico e uma indústria de Defesa competitiva? Importância do desenvolvimento tecnológico para a soberania brasileira. Mesa: presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho; presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (CREDN), deputada Bruna Furlan (PSDB-SP); presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTC-AL); chefe de Assuntos Estratégicos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa (MD), Tenente-Brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva; diretor de Assuntos de Defesa e Segurança da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, professor doutor Joanisval Brito Gonçalves. Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Brasília – O Programa Espacial Brasileiro é considerado como um importante fator de desenvolvimento tecnológico para a Defesa. Esta foi a conclusão dos especialistas que nesta segunda-feira, 27, participaram do 17º Ciclo de Debates promovido pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado. Os convidados foram unânimes em apontar o avanço tecnológico como elemento essencial para o fortalecimento da Defesa Nacional.

De acordo com o chefe de Assuntos Estratégicos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do ministério da Defesa, Brigadeiro Alvani Adão da Silva, o Programa Espacial alcançou competência significativa, mas segue aquém das necessidades do país, uma vez que o programa compreende a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias de veículos lançadores, de produção de satélites e da exploração espacial em geral. Por outro lado, a falta de concursos regulares e a pouca previsão orçamentária para o setor são grandes obstáculos.

Alvani Adão da Silva revelou que enquanto o orçamento anual dos Estados Unidos destina US$ 40 bilhões para seu programa espacial, o Brasil destina apenas US$ 100 milhões, menos que o investimento de US$ 1 bilhão da Argentina. Entre os parceiros dos BRICS, o Brasil também é o que menos investe (Rússia e China destinam anualmente US$ 3 bilhões e a Índia, US$ 1,2 bilhão).

“É muito difícil pensar em soberania sem pensar em autonomia tecnológica no campo da Defesa”, enfatizou.

Já o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, reconheceu a complexidade que cerca a missão da entidade e defendeu o uso comercial de Alcântara, com o lançamento de um satélite mais moderno, capaz de atender a demandas empresariais. Ele sugeriu ainda mudanças na governança do setor, com uma agência mais leve e ágil, a exemplo da NASA.

A presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, Bruna Furlan (PSDB-SP) lembrou que o assunto tem sido amplamente discutido no Colegiado e que nesta quarta-feira, 29, será realizada mais uma audiência pública relacionada com o tema.  “Já discutimos aspectos relacionados com o Programa Espacial e o Centro de Lançamentos de Alcântara e agora, vamos tratar das questões que dizem respeito ao nosso Satélite Geoestacionário”.

Na semana passada, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na CREDN que o Brasil tem conversado com vários países para tornar Alcântara um centro de lançamentos de referência internacional. Na sua avaliação de Bruna Furlan, “este é um tema que deve integrar a Agenda de Estado do país e não de governos, pois diz respeito à nossa defesa, a nossa soberania e ao desenvolvimento”, concluiu. Ex-prefeito de São José dos Campos, e membro da CREDN, o deputado Eduardo Cury (PSDB-SP), também prestigiou o evento.

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