Brasília, 20 de novembro de 2019 - 14h50
Obras de infraestrutura para nova rota comercial transformam Porto Murtinho

Obras de infraestrutura para nova rota comercial transformam Porto Murtinho

10 de setembro de 2019 - 12:44:36
por: Marcelo Rech
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Brasília - Porto Murtinho e a fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai estão se transformando em um canteiro de obras que vão dotar a região em um arrojado sistema intermodal de transporte para escoamento da produção agropecuária, pelo Corredor Bioceânico, até os portos do Chile (Pacífico), e pela Hidrovia do Rio Paraguai, em direção à Argentina (Atlântico). Mais de R$ 650 milhões serão injetados no município em dois anos.

Segundo Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, do governo do Estado, “Porto Murtinho será a nossa nova Paranaguá. O desenvolvimento da região é algo concreto, tem cronograma e está acontecendo, impulsionado pelos incentivos fiscais do Programa de Estímulo às Exportações e Importações, criado pelo governo em 2015, e pelos investimentos públicos para viabilizar a Rota Bioceânica”, afirmou.

A capacidade de escoamento fluvial de commodities do município, hoje de 460 mil toneladas/ano, será ampliada para seis milhões de toneladas/ano a médio prazo, segundo cenário desenhado pelo Estado. “Mato Grosso do Sul será o novo hub logístico para a América do Sul. É fundamental essa expansão logística porque o Estado deve aumentar em mais 1,5 milhão de hectares a área plantada em 10 anos”, destacou o governador Reinaldo Azambuja.

A perspectiva de reduzir distâncias e custos de transporte, potencializando a produção regional nos mercados internacionais, com a construção da ponte sobre o Rio Paraguai, já desperta também interesses dos centros consumidores, como o asiático, principal mercado de Mato Grosso do Sul.

O Corredor Bioceânico vai reduzir em 17 dias o trajeto de viagem das commodities do Mato Grosso do Sul até o mercado asiático, embarcando nos portos do Chile, ao invés de usar os portos de Paranaguá (PR) ou de Santos (SP). O Paraguai lançou em julho a licitação do projeto executivo da ponte, que será iniciada em 2020 com conclusão em três anos, ao custo de R$ 290 milhões. A estrutura de 680m será instalada no km 1032 da Hidrovia do Rio Paraguai.

O Paraguai também cumpre o acordo para viabilizar a nova rota com o asfaltamento de 497 km da Rodovia do Chaco (Pantanal), de Carmelo Peralta até a fronteira com a Argentina. O primeiro trecho, de 227 km, segue seu cronograma em duas frentes – Carmelo Peralta e Loma Plata -, com previsão de conclusão do primeiro lote até o final deste mês, de 24 km. A obra custará U$ 420 milhões.

Com a construção de três novos portos e a perspectiva de um quarto, de um grupo paranaense, mais de R$ 450 milhões serão injetados em Porto Murtinho, cidade distante 460 km de Campo Grande. Somando os investimentos do Estado e da União em infraestrutura, chega-se ao valor de R$ 650 milhões, além dos recursos ainda não estimados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) para ampliar a pista da BR-267.