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24/10/2016
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24/10/2016

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OEA reage à decisão venezuelana de adiar referendo revocatório para 2017

Brasília – Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Paraguai, Peru e Uruguai, firmaram uma declaração como membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) em reação à decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), da Venezuela, de adiar para 2017 a realização do referendo revocatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.

Em comunicado emitido na última sexta-feira, 21, os 13 países “expressam sua profunda preocupação com a decisão adotada pelo Conselho Nacional Eleitoral da República Bolivariana da Venezuela de postergar o processo de coleta dos 20% do registro eleitoral requeridos para ativar o referendo revogatório”.

Além disso, criticam a decisão do governo de proibir a saída do país dos principais líderes de oposição. Na avaliação dos 13 países que assinam o documento, essa postura “afeta a possibilidade de estabelecer um processo de diálogo entre o Governo e a oposição que permita uma saída pacífica para a situação crítica que atravessa essa nação irmã”.

No comunicado, os governos dos países membros da OEA “reiteram seu chamado a todos os atores políticos nesse país para que concretizem, com brevidade e em um clima de paz, os esforços de diálogo nacional, de maneira direta ou com o apoio de facilitadores, que permita encontrar soluções duradouras a favor da democracia e da estabilidade social, garantindo o pleno respeito aos direitos humanos, a separação dos poderes e o fortalecimento institucional”.

Na contra-mão das posições majoritárias na região, o presidente da Bolívia, Evo Morales, condenou o que chamou de “conduta intervencionista e indigna” do Secretário-Geral da OEA, Luis Almagro, antigo aliado do eixo bolivariano. Na avaliação de Morales, Almagro que foi chanceler do Uruguai à época do governo de José Pepe Mújica, trabalha para o império norte-americano.

No sábado, 22, Almagro criticou a suspensão do referendo na Venezuela e afirmou que o país governado por Maduro vive a instauração de uma ditadura. Segundo ele, “ao despojar o povo do seu direito eleitoral é deixar sem legitimidade de origem o presidente Nicolás Maduro”. Para o Secretário-Geral da OEA, “é hora de tomar ações concretas na Venezuela”.

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