Brasília, 17 de novembro de 2018 - 14h18

OEA vai reconhecer governo de Honduras

08 de dezembro de 2009
por: InfoRel
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A Organização dos Estados Americanos (OEA) deve reconhecer os resultados das eleições hondurenhas de 29 de novembro.



A informação é do Secretário-Geral da organização, José Miguel Insulza.



De acordo com o chileno, tudo vai depender de como o presidente eleito Porfirio Lobo pretende reconduzir Honduras ao sistema interamericano.



Em junho, Honduras foi suspensa da OEA por conta do golpe que deportou para a Costa Rica o presidente Manuel Zelaya.



Lobo inicia nesta terça-feira, um giro pelos países vizinhos em busca de reconhecimento.



Ele estará em São José com o presidente costa-riquenho Oscar Árias e de lá seguirá para a República Dominicana. Em Honduras, receberá o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli.



Até a posse marcada para 27 de janeiro, Porfirio Lobo deve visitar a Nicarágua, El Salvador e alguns países sul-americanos incluindo o Brasil.



Para o novo governo, o reconhecimento do Brasil é fundamental para que a comunidade internacional retire Honduras do isolamento.



Na América do Sul, além do Brasil, Argentina, Bolívia e Venezuela não reconhecem a eleição de Lobo. Colômbia e Peru já aceitaram o resultado.



Apesar das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que não há chances de o Brasil referendar as eleições, o governo brasileiro já estuda como fazê-lo.



Para Lula, é preciso encontrar uma saída honrosa para Zelaya que segue abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa onde se refugiou em setembro.



Porfirio Lobo deve anistiar Manuel Zelaya logo que for empossado. Essa decisão poderá influenciar na mudança de postura do Brasil.



O governo brasileiro também pesa a decisão do congresso hondurenho que rejeitou por ampla maioria a restituição de Zelaya ao poder.



Análise da Notícia



O Brasil não tem em Honduras um parceiro estratégico nem nunca teve.



Voltou a discutir o assunto somente depois que Manuel Zelaya surgiu à porta de sua embaixada para pedir abrigo.



Deixá-lo na rua poderia custar muito caro. Tanto ele poderia ser preso como morto e o governo Lula não cogitou carregar essa mácula.



Apesar das resistências, a eleição de Porfirio Lobo será reconhecida.



Manuel Zelaya não será restituído, mas será anistiado e não responderá pelos crimes de que é acusado pelo governo golpista.



Com a chancela da OEA, a comunidade internacional vai ceder.



O país voltará a receber os recursos estrangeiros que sustentam sua insípida economia e o golpe esquecido.



Na prática, o que fica é a incapacidade regional de se costurar um acordo em torno da crise.



A região simplesmente rachou. Ninguém foi capaz de lidar com o impasse.



A solução, portanto, passa pelas eleições que já estavam marcadas muito antes de Zelaya cair.


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