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Cooperação Militar
22/09/2016
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22/09/2016

Conselho de Segurança

ONU aprova 450 observadores para missão política de verificação dos acordos de paz na Colômbia

Brasília – O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade os detalhes da missão política que atuará como verificadora dos acordos de paz entre a Colômbia e as FARC, a ser assinado na próxima terça-feira, 27, em Bogotá. Também de forma unânime, o CSNU aprovou o informe do Secretário-Geral Ban Ki-moon a respeito do financiamento conjunto da missão.

Os 15 países membros do Conselho de Segurança aprovaram uma resolução que permitirá a atuação de 450 observadores como verificadores do cumprimento dos termos dos acordos, incluindo a desmobilização dos guerrilheiros, a entrega das armas pela guerrilha, e a sua posterior destruição.

O governo da Colômbia e a ONU dividirão os custos financeiros pelo uso das instalações e serviços pelo pessoal internacional e nacional durante o processo. Parte dos observadores já está na Colômbia atuando nas tarefas de preparação das áreas que receberão os guerrilheiros.

A criação da missão política de verificação do cumprimento dos acordos de paz deu-se em janeiro deste ano. A princípio, os observadores, todos de países membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), têm mandato de um ano prorrogável por mais um para atuar naquele país.

Os integrantes da missão política irão trabalhar em conjunto com o governo colombiano e representantes das FARC.

O presidente Juan Manuel Santos aproveitou sua participação na 71ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas para agradecer aos países garantes do processo de paz – Cuba, Chile, Noruega e Venezuela – pelo apoio especialmente nos momentos mais delicados das negociações.

Ele entregou uma cópia dos acordos às Nações Unidas e em seu discurso afirmou que a guerra havia definitivamente terminado na Colômbia.

Vários Chefes de Estado confirmaram presença em Bogotá na próxima semana, entre eles, Evo Morales, da Bolívia; Rafael Correa, do Equador; Michel Temer, do Brasil; Mauricio Macri, da Argentina; Pedro Pablo Kuzcynski, do Peru; Raul Castro, de Cuba; Tabaré Vázques, do Uruguai, e Nicolás Maduro, da Venezuela.

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