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ONU conta com as Forças Armadas do Brasil em novas missões de paz

Brasília – A Organização das Nações Unidas (ONU) conta com as Forças Armadas brasileiras em novas missões de paz. Esta foi a principal mensagem do chefe do Departamento de Operações de Paz da entidade, Jean-Pierre Lacroix, que nesta segunda-feira, 28, proferiu palestra no ministério da Defesa para um seleto grupo de convidados onde destacou a relevância das tropas do Brasil em um cenário de desafios que a ONU e os países precisam lidar.

Lacroix também se reuniu o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, com quem negocia o envio de militares brasileiros para a missão de paz da ONU na República Centro-Africana. “O Brasil é um parceiro muito importante paras as missões de paz da ONU, por todo o seu histórico de colaboração, mas, mais recentemente, pela atuação no âmbito da MINUSTAH onde fizeram a diferença, não só na área de segurança em Porto Príncipe, como também, tiveram um comportamento excelente na área de relações com a população e com as autoridades haitianas”, explicou.

Presente ao evento, a presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, Bruna Furlan (PSDB-SP), reiterou o compromisso do Congresso com a participação das Forças Armadas brasileiras em missões de paz. Segundo ela, “nos 13 anos em que estivemos no Haiti, mostramos que é possível implementar uma missão de paz com um viés muito mais humano. Naquele país, as pessoas precisavam, além do restabelecimento da paz, de dignidade para seguir em frente e nós lhes demos isso. O Brasil deve seguir este caminho onde for possível, contribuindo para um mundo menos instável. O reconhecimento da ONU desta excelência é orgulho não apenas para as nossas Forças Armadas, mas para todo o país”, afirmou.

Em palestra realizada no auditório do Ministério da Defesa, Lacroix fez um balanço das missões de paz e afirmou que a ONU contabiliza inúmeros sucessos quanto ao estabelecimento da paz e a proteção da população civil.   No entanto, a principal dificuldade ainda reside no campo político, observou, pois, o restabelecimento da paz implica no bom funcionamento das instituições locais, o que nem sempre ocorre. Neste sentido, reconheceu situações de muita violência, populações fragilizadas e amedrontadas e a pressão por mais recursos para que a ONU faça frente a esses desafios.

Ele revelou que a ONU busca formas mais flexíveis e eficientes por meio de tropas versáteis e inteligentes, capazes de se adaptar aos mais diversos contextos políticos, econômicos e sociais, além de um maior envolvimento dos países membros e parceiros, prioridade para a entidade. “Precisamos de um trabalho em parceria com toda a comunidade internacional. Não existe mais cenário para poucos protagonistas, todos os países têm um papel muito importante”, destacou ao citar como exemplo a missão de paz no Mali onde a União Europeia promove o treinamento das Forças Armadas locais.

Nesta terça-feira, 28, Jean-Pierre Lacroix participa, no Rio de Janeiro, do Seminário Internacional “13 Anos do Brasil na MINUSTAH: Lições aprendidas e novas perspectivas”, evento que marca o término da participação brasileira na missão de paz no Haiti.

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