Relações Exteriores

Defesa Antiaérea
10/02/2016
Saúde
10/02/2016

Diplomacia

ONU e CELAC preparam missão verificadora para a paz na Colômbia

Brasília – Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) se reuniram nesta segunda-feira, 8, em Nova York, com o objetivo de analisar os mecanismos que permitam estabelecer a missão política que verificará o cessar-fogo definitivo entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). A informação é do Secretário-Adjunto para Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman.

O encontro foi totalmente reservado. Ate o momento, o governo colombiano e a guerrilha das FARC ainda parecem distantes do acordo que colocará fim a um conflito que dura mais de 50 anos. O presidente Juan Manuel Santos quer que o acordo de paz seja assinado em 23 de março, mas ainda não há clareza quanto à entrega de armas pelos guerrilheiros, as bases legais pelas quais deverão ser anistiados de todos os crimes cometidos, incluindo seqüestros e assassinatos, e sua inserção na vida política colombiana.

Em janeiro, Feltman esteve em Quito quando manteve diálogos com o Secretário-Geral da UNASUL, Ernesto Samper Pizano e vários líderes estrangeiros que participaram da Cúpula da CELAC.

Em 25 de janeiro, dois antes da Cúpula, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 2261 exortando a que os países do bloco integrassem uma comissão de verificação da paz naquele país, incluindo a entrega de armas por parte das FARC.

Agora, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon tem até 25 de fevereiro para definir os detalhes operacionais e o mandato da missão que será integrada por países da América Latina e Caribe. O presidente colombiano considera fundamental a participação dos países da região neste processo e nas ações pós-conflito.

ELN exige cessar-fogo bilateral para gerar clima de confiança para diálogo de paz

A segunda maior guerrilha colombiana, o Exército de Libertação Nacional (ELN) exigiu, nesta segunda-feira, 8, que governo e guerrilha adotem um cessar-fogo bilateral para gerar um clima de confiança em direção ao diálogo de paz que deverá ser iniciado tão logo o acordo com as FARC seja assinado.

O ELN teria cerca de 1,5 mil combatentes e nos últimos dias, o governo colombiano empregou mais de mil militares das Forças Armadas e 14 helicópteros na região de Medellín, em busca dos soldados Jair de Jesús Villar Ortiz, capturado pela guerrilha na quarta-feira, 3, e Ramón José Cabrales, mantido em cativeiro desde 2014.

Apesar de reconhecer a importância do diálogo com o ELN, Juan Manuel Santos assegurou que o governo não baixará a guarda. “Ao contrário, vamos redobrá-la e atuar com contundência e com a lei contra a guerrilha”, afirmou. As ações militares não dão trégua ao ELN. Em uma rede social, a guerrilha reclamou que “todos os territórios onde temos presença, hoje registram embates de intensas operações punitivas das Forças Armadas do governo”.

Os conflitos na Colômbia duram mais de 50 anos e já deixaram mais de 220 mil mortos e cerca de seis milhões de deslocados internos e externos. O Brasil integra um grupo de países que poderiam participar dos diálogos de paz com o ELN. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *