Defesa

Ministro defende maior desenvolvimento nuclear no
15/05/2012
Brasil e Colômbia estreitam relações da indústria
15/05/2012

Soberania

Operação Ágata consolida presença do Estado nas fronteiras

Brasília – O ministro da Defesa, Celso Amorim acompanhou parte da Operação Ágata 4 realizada nas fronteiras do Brasil com Venezuela, Suriname e Guiana, e afirmou que a iniciativa marca a presença do Estado brasileiro na região fronteiriça do país com dez nações sul-americanas. A Operação Ágata, sob coordenação do ministério da Defesa, tem o apoio de 17 agências ligadas a oito ministérios e governos estaduais.

Celso Amorim afirmou ainda que as informações levantadas ao longo da operação servirão para as ações futuras na região.

Pistas clandestinas localizadas pelas Forças Armadas que ainda não foram destruídas, bem como os desdobramentos contra garimpos ilegais, integram algumas dessas ações.

No último sábado, aviões Super Tucano A-29 da Força Aérea Brasileira (FAB) destruíram uma pista de 280 metros às margens do rio Catrimani, a 200 quilômetros de Boa Vista (RR). Outras nove pistas irregulares foram encontradas durante a Ágata 4.

O vice-presidente Michel Temer também acompanhou as ações militares na região. Ele destacou a integração entre a Marinha, o Exército e a Força Aérea. Na sua avaliação, essa coordenação consiste em fator importante para o êxito das operações realizadas na área fronteiriça.

Temer também frisou a importância da participação dos governos estaduais, das agências ligadas aos ministérios e das polícias Federal e Rodoviária Federal.

A Operação

A Operação Ágata, lançada em junho de 2011 pela presidente Dilma Rousseff, é parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) e tem por objetivo combater ilícitos transfronteiriços, além de mapear a região de fronteira com os dez países da América do Sul.

De acordo com o ministério da Defesa, desde o dia 2 de maio, quando foi deflagrada a quarta edição da operação, os militares têm atuado em uma região tida como vazia e inóspita, um “ponto cego” na Amazônia, que vai da foz do rio Oiapoque, no Amapá, a Cucuí, no Amazonas.

Para tanto, foram mobilizados 8.514 militares das Forças Armadas e 241 agentes civis. O emprego das tropas se deu numa área de 5.128 quilômetros, onde há registros de crimes associados ao garimpo ilegal, tráfico de drogas e desmatamento.

ACISO

Além das ações repressivas, as Forças Armadas também atuam em ações cívico-sociais. Na Escola Estadual Joaquim Caetano, em Oiapoque, os profissionais da área de saúde prestam atendimento à população. O posto montado na instituição de ensino atenderá cerca de 2 mil moradores nas especialidades de pediatria, ginecologia, clínica geral e odontologia.

Os moradores também puderam tirar documentos e serem cadastrados em programas do governo federal, como o Bolsa Família. Na região de Tiriós, segundo o comando da operação, foram realizados contatos com 27 aldeias indígenas.

Temer e Amorim visitaram a região na companhia do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, e dos comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Peri; e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.

A visita terminou nesta terça-feira, 15, no Comando Militar da Amazônia (CMA), onde foi montada a central para monitoramento das ações. Coordenada pelo general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante do CMA, a Ágata 4 será concluída na próxima quinta-feira, 17.

Números

• A Ágata 4 acontece nas divisas dos estados do Amapá, Pará, Amazonas e Roraima com Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa, numa extensão territorial de 5.128 quilômetros;
• A ação emprega 8.426 militares, sendo 3.311 da Marinha, 4.078 do Exército e 1.037 da Força Aérea Brasileira;
• Além das Forças Armadas, a Ágata 4 conta com a participação de agentes públicos de órgãos como o Instituto Chico Mendes (ICMBio), Ibama, Funai, Anatel, Anac, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Abin, Receita Federal, Força Nacional de Segurança Pública e Sistema de Proteção da Amazônia;
• Ao todo, a quarta edição da Operação Ágata emprega 11 navios, nove helicópteros e 27 aviões. A parte terrestre engloba 65 viaturas militares, entre caminhões, caminhonetes e veículos de transporte;
• A operação começou no dia 2 de maio. Até o momento, foram identificadas dez pistas clandestinas em área de garimpo na reserva indígena yanomami. Sete garimpeiros foram detidos e encaminhados para a Polícia Federal em Boa Vista (RR).
• Cerca de 600 animais silvestres foram devolvidos à floresta amazônica. Além disso, 25 quilos de pasta básica de coca foram apreendidos;
• Houve também ações sociais com o emprego do Hospital de Campanha da FAB, atendimentos médicos, distribuição de medicamentos, vacinação, entre outras. Até o momento, os seguintes números foram apurados:
– 1.002 atendimentos médicos nas seguintes áreas: odontologia, procedimento de enfermagem, exames laboratoriais, vacinações e intervenções cirúrgicas;
– Entrega de medicamentos: 20.779, 134 famílias cadastradas e 81 famílias recadastradas no Bolsa Família, exames como eletrocardiograma (01), mamografia (37), dermatológico (76) e HIV (67);
– No Hospital de Campanha, foram realizados cerca de 2.500 atendimentos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *