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28/06/2017
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28/06/2017

Ilícitos Transnacionais

Operação Ágata intensifica ações no Alto Juruá

Brasília – O 61° Batalhão de Infantaria de Selva (61° BIS) está participando, desde meados de junho, da Operação Ágata – Curare IX, que é coordenada pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), sediado em Manaus (AM), e está inserida no Plano Estratégico de Fronteiras do Governo Federal.

O 61° BIS está subordinado à 17ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Porto Velho (RO), que conta com outros três Batalhões de Infantaria de Selva atuando em sua área de operações na região da faixa de fronteira com os países vizinhos (Peru e Bolívia), abrangendo a totalidade dos Estados do Acre e de Rondônia.

Na região do Alto Juruá, o 61° BIS está com a missão principal de intensificar a presença na faixa de fronteira em sua área de responsabilidade, com ações de prevenção e repressão aos ilícitos transfronteiriços e ambientais, por meio de patrulhamento a pé, motorizado e fluvial, bloqueio e controle de estradas e rios, revistas de pessoal, embarcações, viaturas e aeronaves.

O Batalhão está empregando um efetivo de aproximadamente 220 militares e seus meios orgânicos (armamentos, material de emprego militar, 25 viaturas e 12 embarcações leves). Sua atuação tem sido na região das calhas dos rios Môa, Azul, Juruá e Paraná dos Mouras e nos municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul e Marechal Thaumaturgo, no Acre.

Além das ações citadas, o 61° BIS está prestando apoio médico e odontológico na região de Mâncio Lima, na comunidade Bom Sossego (Rio Azul) e na Terra Indígena Katukina. Também estão sendo realizadas palestras institucionais sobre as atividades do Exército Brasileiro nas escolas do Ensino Médio, nos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, além de apresentações da Banda de Música do Batalhão. A Operação não tem data definida para encerrar.

No dia 22 de junho de 2017, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl) deflagrou a Operação Curare VIII em todo o Estado de Roraima. A atividade transcorre em conjunto com os órgãos das esferas federal e estadual e tem a finalidade de intensificar a presença do Estado Brasileiro junto à faixa de fronteira e reforçar junto à população regional, o sentimento de nacionalismo. O objetivo é contribuir no combate aos delitos transfronteiriços e ambientais.

As tropas da 1ª Bda Inf Sl estão distribuídas nas rodovias e vicinais do Estado de Roraima, realizando postos de bloqueio e controle de estradas (PBCE) em busca de ilícitos transfronteiriços e com foco em armas e drogas. Os militares estão atuando, também, na Terra Indígena Yanomami, combatendo o garimpo ilegal e a presença de estrangeiros, e na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, com patrulhamento na faixa de fronteira e nos rios do Estado, em busca de ilícitos que possam transitar por via fluvial.

Além das ações repressivas, a Operação Curare VIII também está realizando ação cívico-social (ACISO) nas Comunidades Indígenas localizadas na faixa de fronteira roraimense, levando atendimento médico e odontológico à população brasileira indígena.

As ações cumprem o dever previsto na Constituição Federal e são amparadas pelas Leis Complementares 97/1999, 117/2004 e 136/2010.

A Curare VIII tem o apoio das seguintes instituições: Ministério Público Federal; Agência Brasileira de Inteligência; Agência Nacional de Aviação (ANAC); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA); Fundação Nacional do Índio (FUNAI); Receita Federal do Brasil; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério Público Estadual; Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar do Estado; Serviço Social da Indústria (SESI); Serviço Social do Comércio (SESC); e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC).

Operação Cabo Orange entra em sua segunda fase

Entre os dias 16 e 20 de junho, o Comando Militar do Norte (CMN) desencadeou a segunda fase da Operação Cabo Orange, no município de Oiapoque e em seus distritos, localizado no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana Francesa.

Com o objetivo principal de coibir crimes transfronteiriços, foram empregados mais de 420 militares e 100 agentes de órgãos de segurança pública. As ações ocorreram em conjunto com as Forças Armadas Francesas e a Legião Estrangeira, desenvolvendo atividades noturnas e diurnas pelo Rio Oiapoque, por rodovias e com sobrevoos na região.

Genilson de Sousa, 33 anos, pescador que reside em Vila Vitória, um dos distritos de Oiapoque, afirmou sentir-se seguro com essas ações desenvolvidas pelo Exército na área. “Evita muitas coisas, como o tráfico e faz parar um pouco a ação na fronteira”, analisa o morador. Em frente a sua residência, foi montado um posto de bloqueio e controle fluvial que, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), fiscalizava embarcações para análise de documentos e produtos que poderiam estar ilegais.

Durante a mobilização, militares e agentes públicos trabalharam para coibir os principais crimes transfronteiriços, como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais. Além do IBAMA, integrantes da Polícia Militar do Amapá, da Polícia Rodoviária Militar, da Receita Federal e de outros órgãos de segurança pública acompanharam as ações.

Participaram da atividade militares de quatro Unidades operacionais diretamente subordinadas ao CMN: o Comando Fronteira Amapá/34º Batalhão de Infantaria de Selva (Cmdo Fron AP/34° BIS); o 2º Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS) e a 15ª Companhia de Polícia do Exército (15ª Cia PE), ambos de Belém (PA); e o 24º Batalhão de Infantaria Leve (24º BIL), de São Luís (MA). Além disso, também estiveram em atuação integrantes da 23ª Companhia de Comunicações de Selva (23ª Cia Com Sl), de Marabá (PA); e da 23ª Brigada de Infantaria de Selva.

Ações cívico-sociais

Mais que o combate aos ilícitos, a Operação Cabo Orange contemplou, ainda, ações cívico-sociais (ACISO), que consistiram em atividades que incluíram atendimento médico, odontológico e hospitalar em locais que concentram famílias carentes, na área de operações.

Durante as ACISO, houve a presença da banda de música do Cmdo Fron AP/34° BIS com apresentações. O público também assistiu a uma demonstração de emprego e de atividades militares, como instruções de obtenção de fogo e água em área de selva, e acompanhou uma exposição de equipamentos empregados pelo Exército.

Logística

A tropa do 24º BIL iniciou seu deslocamento de São Luís, no Estado do Maranhão, em 11 de junho, com destino à área de operações, totalizando cerca de dez horas de percurso. No dia seguinte, uniu-se com a tropa do 2º BIS, da 15ª Cia PE e da 23ª Cia Com Sl, que fizeram o deslocamento entre Belém e Macapá no navio Auxiliar Pará, da Marinha do Brasil, durante 44 horas.

Em 15 de junho, com os militares do Cmdo Fron AP/34° BIS, todas essas tropas deslocaram-se por quase 600 quilômetros de estrada, sendo 112 quilômetros não asfaltados, até Clevelândia do Norte, em comboio que durou 16 horas.

Com o término da Operação, deu-se o caminho inverso, com deslocamento iniciado em 21 de junho.

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