Brasília, 29 de setembro de 2020 - 04h20
Operações das forças de segurança apertam o cerco contra criminalidade

Operações das forças de segurança apertam o cerco contra criminalidade

29 de agosto de 2020 - 12:32:14
por: Marcelo Rech
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Brasília – As diferentes operações das forças de segurança, implementadas em 2019, estão apertando o cerco contra a criminalidade organizada, impondo duros golpes às organizações. Além disso, a Base Arpão, inaugurada no início de agosto, já gerou um prejuízo de mais de R$ 1,2 milhão ao crime em menos de 15 dias.

A embarcação, no âmbito do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas – VIGIA, ajuda no combate ao tráfico e ao contrabando no Amazonas. O esforço das forças de segurança resultou, ainda, na apreensão de drogas, armas, remédios e na resolução de crimes ambientais.

A Base Arpão fica atracada no Rio Solimões, entre os municípios amazonenses de Coari e Tefé, uma das principais rotas de escoamento de drogas produzidas em países vizinhos, principalmente oriundas da Colômbia e do Peru. A Base comporta cerca de 60 agentes de segurança pública e para complementar o trabalho de atuação integrada, lanchas blindadas dão apoio à execução das operações realizadas para garantir que criminosos não desviem a rota. As lanchas também ajudam a garantir a segurança da população ribeirinha.

Em outra frente, na noite de quarta-feira, 26, a Operação Hórus realizou a maior apreensão de drogas na história do Brasil. Cerca de 33,3 toneladas de maconha foram apreendidas por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira, com o apoio da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Seopi/MJSP).

A carga da droga estava dividida em fardos e foi encontrada em um caminhão bi-trem na região de Maracaju, cidade que fica a 160 quilômetros de Campo Grande (MS). O volume representa um prejuízo de mais de R$ 50 milhões às organizações criminosas.

Na avaliação do coordenador-geral de fronteiras da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Eduardo Bettini, o sucesso da operação se deve ao trabalho integrado de todos os envolvidos. “Esse resultado demonstra o quanto as instituições estão alinhadas, bem como o nível de profissionalismo e comprometimento de todos os envolvidos”, destacou Bettini, elogiando, em seguida, a atuação da equipe integrada por agentes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do MS e por profissionais que compõem o programa VIGIA de segurança nacional nas fronteiras e divisas.

O diretor do Departamento de Operações de Fronteiras (DOF/Sejusp/MS), Tenente-coronel PM Wagner, falou da relevância da apreensão. “A Operação Hórus do Ministério da Justiça e Segurança Pública juntamente com outras estratégias de nossa Secretaria Estadual de Segurança Pública tem provocado um duro golpe nas organizações criminosas que agem nas fronteiras. Ela rompe um ciclo criminoso, descapitaliza o crime organizado e impede que seus dividendos retornem à sociedade como violência”, assinalou.

Desde o início da Operação Hórus em Mato Grosso do Sul, em setembro de 2019, o estado lidera as apreensões de drogas. As forças de segurança já tiraram de circulação do MS cerca de 333,5 toneladas de drogas gerando um prejuízo de mais de R$ 535 milhões aos criminosos.

MJSP e UNODC reafirmam parceria no combate a crimes

Representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) se reuniram, por videoconferência, nesta quinta-feira, 20, para reafirmar a parceria nas áreas de combate às drogas, recuperação de ativos, combate à corrupção e lavagem de dinheiro.

Na ocasião, foi abordada a implementação do Projeto Piloto do Centro Nacional de Excelência para Redução da Oferta Ilícita de Drogas, previsto para ser instalado em outubro de 2020. O Centro, a ser instalado dentro da estrutura da SENAD, em Brasília, subsidiará a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas na elaboração de estudos e análises sobre tendências e ameaças que envolvam os crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes. O Projeto Piloto contribuirá, também, para a formulação de políticas públicas voltadas à redução da criminalidade no Brasil.

Segundo o ministro André Mendonça, a parceria representa um reforço relevante para as ações de combate ao crime. “O trabalho integrado tem sido uma das estratégias bem sucedidas na desarticulação da criminalidade no país”, afimou.

A diretora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Elena Abbati, ressaltou a importância do compartilhamento de boas práticas brasileiras com a comunidade internacional. Foram citados avanços positivos na gestão de bens apreendidos do crime organizado e a excelência de informações estatísticas desenvolvidas pelo Departamento Penitenciário Nacional, o infoPEN.

A Secretaria Nacional de Justiça, que também participou do debate, destacou a importância do trabalho conjunto entre o MJSP e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNOC), como projeto TRACK4TIP, uma iniciativa de três anos (2019-2022) implementada com o apoio do Escritório de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas/JTIP do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O projeto beneficia oito países da América do Sul e do Caribe com ações nacionais e regionais em Equador, Peru, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Trinidad e Tobago, Curaçao e Aruba.