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Mercosul

Oposição trabalha para isolar Venezuela

Nesta quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado Federal, realizou a quarta audiência pública para instruir a votação sobre o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul.

A oposição liderada pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), trabalha para isolar o país governado por Hugo Chávez. O ex-presidente cassado por corrupção, não acredita na democracia venezuelana.

Diante do crescimento e da força do comércio brasileiro com a Venezuela, Collor estuda uma forma de congelar a tramitação do acordo. Com isso, livra-se de ter que explicar possíveis prejuízos às empresas brasileiras que investem na Venezuela.

Fernando Collor também trabalhou para que os oposicionistas Leopoldo López e Gustavo Tovar-Arroyo, fossem ouvidos pela comissão.

A ausência do embaixador venezuelano no Brasil, Julio Garcia Montoya, foi encarada como um ataque ao Senado, um gesto hostil e desrespeitoso com os parlamentares brasileiros.

Em carta, Montoya afirma que a discussão travada neste momento no Senado é de cunho ideológico e que sua presença não faria diferença alguma.

De acordo com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o embaixador teria dito que não se sentia à vontade para debater com a oposição venezuelana.

Um voto de censura ao embaixador foi negado pela Comissão que decidiu, em protesto, devolver a comunicação ao representante venezuelano.

Em pouco mais de 8h de audiência – dividida em dois painéis – o deputado federal Neudo Campos (PR-RR), os professores Darc Costa e Carlos Pio, o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia, os venezuelanos Leopoldo López, ex-prefeito de Chacao, e Gustavo Tovar-Arroyo, escritor e líder estudantil, mais o Secretário-Geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, pouco acrescentaram ao debate.

O relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), pretende apresentar seu parecer em agosto, após o recesso parlamentar. Ele não deu nenhuma sinalização, mas poderá pedir o adiamento do ingresso da Venezuela ao bloco.

Inácio Arruda (PCdoB-CE) considerou ridículo o Senado debater o tema com “a oposição golpista venezuelana”. Na sua avaliação, “não é o governo Chávez que está em debate, mas a entrada de um país com um mercado consumidor de 40 milhões de pessoas”, afirmou.

Leopoldo López e Gustavo Tovar-Arroyo pediram para que o Senado crie uma comissão de parlamentares para dialogar com a oposição na Venezuela antes de votar a adesão do país ao bloco.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), descartou a realização de novas audiências, mas reconheceu que o texto poderá demorar mais tempo antes de ser apreciado.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ameaçou levar o assunto para decisão do Plenário se a Comissão não votá-lo até a primeira quinzena de agosto.

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