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Os Estados Unidos e as guerras

Os Estados Unidos e as guerras

Até 2023, o orçamento da Defesa dos Estados Unidos perderá cerca de US$ 400 bilhões.

Isso exigirá que o novo Secretário de Defesa, Leon Panetta, identifique onde e como cortar programas no Pentágono.

No entanto, enganam-se os que pensam que os Estados Unidos abriram mão de sua força e poder no mundo.

No Afeganistão, os cortes atingirão primeiro aqueles que não combatem.

Soldados serão retirados do front apenas se os militares entenderem que isso é mesmo necessário.

O presidente Barack Obama determinou a retirada de dez mil soldados ainda neste ano e 33 mil até o final de 2012.

Como os Estados Unidos inchou o contingente no Afeganistão, a retirada de tropas é até aceita pelos “falcões”.

São eles os que de fato decidem e não o presidente.

O poderio militar norte-americano em todo o planeta continuará sendo sentido pese a grave crise econômica enfrentada pelo país.

As guerras consomem recursos suficientes para alimentar meio mundo e justamente por isso, não terminarão só porque Barack Obama busca um segundo mandato.

Estive na sessão que por unanimidade aprovou o nome de Panetta para o lugar de Robert Gates. Republicanos e Democratas foram claros ao exigir do novo Secretário de Defesa, a manutenção do status quo norte-americano.

Panetta afirmou que os soldados norte-americanos continuarão sendo os melhores e mais bem preparados do mundo.

O recado está dado: antes de tudo, os interesses dos Estados Unidos.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais e Estratégias e Políticas de Defesa e Terrorismo e Contra-insurgência. E-mail: inforel@inforel.org

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