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Países da ALBA se retiram do Tratado Interamerican

Países da ALBA se retiram do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca

Brasília – O países que integram a Alternativa Bolivariana para a Nossa América (ALBA), anunciaram nesta terça-feira, 5, que deixarão o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR). De acordo com o chanceler equatoriano, o TIAR deve ser jogado no lixo, pois não serve para nada.

A decisão foi adotada durante a 42ª Assembléia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada em Cochabamba, Bolívia.

Os ministros de Relações Exteriores da Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela, explicaram que quando o TIAR deveria ter sido utilizado, isso não aconteceu. Foi durante a Guerra das Malvinas, em 1982.

Ricardo Patiño se referiu ao Tratado como um “cadáver insepulto”.

“O TIAR implicava o compromisso de toda a América de se unir contra qualquer agressão extra-regional, mas quando em 1982 o Reino Unido invade as Ilhas Malvinas e o TIAR nos obrigava a defender a Argentina, os Estados Unidos apoiaram os ingleses”, explicou o presidente do Equador, Rafael Correa.

Em Comunicado Conjunto, os países da ALBA assinalam que o TIAR é um mecanismo de defesa continental coletiva resultante da Segunda Guerra Mundial e no seguimento da Guerra Fria.

Trata-se de um mecanismo que pretendia responder a supostas agressões da então União Soviética e da China, mas que se mostrou ineficiente no conflito entre Reino Unido e Argentina pela soberania das Ilhas Malvinas.

“Na prática, o Tratado perdeu legitimidade e vigência”, destacam Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela.

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