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Países da CPLP vão unificar exercícios militares

Países da CPLP vão unificar exercícios militares

Brasília – Os ministros da Defesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) decidiram cortar gastos e unificar os exercícios militares conjuntos para torná-los mais eficazes. A decisão foi adotada esta semana em reunião realizada na Ilha do Sal, Cabo Verde.

De uma e outra forma, a crise econômica mundial afeta Cabo Verde, Angola, Moçambique, Portugal, Guiné-Bissau, Brasil, São Tomé Príncipe e Timor-Leste, que se sentem obrigados a cortar custos e fortalecer a cooperação.

Os oito países lusófonos traçaram um plano de atividades considerado cauteloso e realista, pois considera a crise internacional como um elemento desestabilizador.

Neste sentido, decidiu-se, pela unificação dos exercícios CPX (planificação logística) e FTX (exercício no terreno) que irão provocar reflexos imediatos na realização do FELINO previsto para acontecer na Guiné-Bissau, em 2012.

De acordo com o ministro da Defesa de Cabo Verde, Jorge Tolentino, “será um exercício onde a própria projeção da participação dos diferentes países terá de ser mais modesta”.

Na sua avaliação, “vamos ter de poder ser capazes de fazer com mais eficácia, ainda que com menos recursos. Não temos de ter necessariamente mais meios financeiros, mas maior capacidade de coordenação, designadamente através de exercícios conjuntos”. Jorge Tolentino assumiu a presidência pro tempore do grupo.

Ele terá como desafios, colocar em prática o plano de atividade que incorpora todas as ações do setor da defesa, incluindo o trabalho do Centro de Análise Estratégica (CAE), os exercícios FELINO, os exercícios militares e, também, os encontros das marinhas de guerra de CPLP.

“Vamos ser capazes de realizar, já em março, a FELINO, desta vez, na Guiné-Bissau. Vamos ser capazes de avançar com as ações tendentes a desenvolver a ideia dos centros de excelência. Por exemplo, transformar o Centro de Instrução Militar de Morro Branca (São Vicente) num centro de excelência para todos os países de CPLP, designadamente na componente da formação da polícia militar. Vamos também poder reabilitar os pólos de medicina militar. Vamos desenvolver as ações de formação dos quadros militares, no domínio da defesa que é uma área particularmente decisiva para todos os nossos países, sem exceção”, destacou Tolentino.

Para o ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, “além das realizações específicas, a CPLP proporciona muitos encontros e ações bilaterais. É um foro de grande entendimento que está unido inicialmente pela comunidade lingüística, mas que tem, também, uma importante comunidade onde todos acreditamos na tolerância, na diversidade, na solução pacífica de controvérsias. Acho isso muito importante para esse mundo um pouco confuso em que nós estamos no momento”.

Guiné-Bissau

Os ministros da Defesa da CPLP também discutiram a situação política da Guiné-Bissau. Eles acreditam que a estabilidade do país passa pela reforma das Forças Armadas e de Segurança, que vai exigir um orçamento de cerca de US$ 63 milhões para ser implementada nos próximos cinco anos.

Guiné-Bissau terá a ajuda de todos os países da CPLP para que obtenha recursos da comunidade internacional para o Fundo de Reformas e Pensões.

Angola anunciou que continuará disponibilizando recursos financeiros e material para melhorar as condições de trabalho e funcionamento das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

A Reunião dos Ministros da Defesa da CPLP foi criada em 1998 como resultado de uma necessidade em harmonizar e desenvolver uma cooperação mais forte na área da defesa entre os países da CPLP.

Com a institucionalização desta reunião pretende-se que a CPLP seja uma parceira e que tenha capacidades para, também, poder contribuir em operações de manutenção da paz e assistência humanitária.

Esta foi a terceira vez que Cabo Verde acolheu a Reunião dos Ministros da Defesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

 

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