Defesa

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América Latina

Países da região podem comprar até US$ 35 bilhões em armas

Marcelo Rech

Em junho, a Organização dos Estados Americanos (OEA), reúne seus integrantes em Lima para discutir a própria reestruturação, mas o tema principal será mesmo o armamentismo regional.

A região deve gastar nos próximos anos, cerca de US$ 35 bilhões com a compra de armas.

Pese os mais de 180 milhões de pobres, 35 milhões de indigentes e a morte de 160 mil crianças a cada ano por falta de atenção primária de saúde.

Os Estados Unidos que concorrem na licitação da Força Aérea Brasileira (FAB), para a venda do caça bombardeiro F-18, é um dos países que mais armamento vende para a região.

Além do F-18, também o F-16, ambos sofisticadíssimos, são comercializados com os latino-americanos.

Holanda, França, Itália, Espanha e Rússia, também possuem contratos milionários com os governos da região.

O Brasil comprou helicópteros de guerra da Rússia que planeja instalar uma fábrica de material bélico no país para aumentar as vendas na vizinhança.

Da França, comprou submarinos convencionais e nuclear, helicópteros e talvez compre 36 caças Rafale.

Para a Venezuela, os russos já venderam US$ 5 bilhões em armamentos.

Bolívia, Chile, Colômbia e Peru, também têm projetos em andamento para a aquisição de equipamentos bélicos.

Apesar da força que aparenta ter – são 800 empregados, US$ 180 milhões de orçamento e escritórios em 34 países das Américas – a OEA está longe de influir nessa questão.

Cabe ressaltar que o artigo 2 da Carta fundacional da organização, obriga todos os países a limitar seus gastos em defesa para aplicá-los em programas de desenvolvimento econômico e social.

Conselho Sul-Americano de Defesa

Por outro lado, o recém criado Conselho Sul-Americano de Defesa, se reúne nos dias 6 e 7, em Quito, para discutir os procedimentos que serão adotados quanto às medidas de Fomento de Confiança e Segurança.

Na semana passada, representantes dos países que integram a Unasul se reuniram na capital equatoriana para desenhar o documento que será aprovado pelos ministros.

O principal objetivo é descaracterizar a existência de uma corrida armamentista na região.

Para tanto, será criado um banco de dados sobre a aquisição de armas convencionais e equipamentos militares.

Exercícios conjuntos dentro da Unasul ou fora dela, serão realizados de acordo com as normas aprovadas pelo Conselho Sul-Americano de Defesa.

O tripé considerado fundamental para evitar tensões na região, prevê a proscrição do uso da força, a criação de uma zona livre de áreas nucleares, e a garantia de soberania e de não intervenção.

A Unasul aguarda ainda uma resposta dos Estados Unidos sobre um eventual diálogo sobre segurança e defesa.

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