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CPLP

Países de Língua Portuguesa precisam evoluir para ter Força de Paz

Brasília – O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que falta muito ainda para que os países de Língua Portuguesa constituam uma força de paz conjunta para atuar sob o mandato das Nações Unidas.

Nesta semana, Amorim participou da 13ª Reunião de Ministros da Defesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada na Ilha do Sal, Cabo Verde.

Para o ministro brasileiro, os países de Língua Portuguesa precisam realizar muitos exercícios militares conjuntos antes de pensarem na formalização de um contingente específico para atuar em missões de manutenção da paz.

Celso Amorim acredita que os países lusófonos podem aprender uns com os outros. No entanto, antes de uma força de paz conjunta, as oito nações devem aprofundar a cooperação técnico-militar.

“O que acho provavelmente mais exeqüível no curto e médio prazos, além dos exercícios, é forças de um e outro país trabalharem em conjunto. Isso permite uma aprendizagem mais efetiva, em vez de fazer algo que exigiria um comando conjunto, um treino conjunto e um Estado-Maior conjunto, o que levaria muito tempo”, afirmou.

Ele lembrou que o Brasil já tem um Centro de Operações de Paz (COP, que opera no Haiti) e que Portugal tem experiência na antiga Iugoslávia (Bósnia-Herzegovina).

Segundo Celso Amorim, “mais do que pensar numa composição permanente, é importante que troquemos ideias sobre a nossa maneira de agir nas operações de paz. Aprendamos uns com os outros. Cada coisa tem o seu tempo. É importante treinar, aprender e ver se as culturas correspondem, porque a integração numa força conjunta demora”.

Ele também admitiu que os constrangimentos financeiros atuais, resultantes da crise internacional, “afetam a cooperação da mesma forma que afeta tudo”.

“Alguns países têm umas prioridades. Outros têm outras. O Brasil será mais útil em alguns lugares e menos em outros. Mas talvez se possa pensar em alguma coisa, numa experiência piloto. Quem sabe ter observadores numa operação. Aí não é preciso toda a complexidade de um comando conjunto”, concluiu.

 

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