Opinião

Mercosul critica militarização da América do Sul
29/07/2008
Comunicado Conjunto Brasil – Costa Rica
31/07/2008

Panamá terá serviço secreto e de fronteira

Panamá terá serviço secreto e de fronteira

Marcelo Rech, da Cidade do Panamá

Nesta segunda-feira, o presidente panamenho Martín Torrijos anunciou a reorganização do Conselho de Segurança Pública e Defesa Nacional e a criação dos serviços nacionais de Inteligência e Segurança, Aeronaval e de Fronteira.

Depois de cinco horas de reuniões, o Conselho de Gabinete fechou a edição dos decretos que serão submetidos à consultas com representantes dos setores mais importantes da sociedade, incluindo a Transparência Internacional, Conselho Ecumênico, partidos políticos e jornalistas.

Os ex-ministros de Governo e Justiça serão incorporados ao trabalho após essa consulta para elaborarem o texto que será novamente submetido ao Conselho de Gabinete.

O governo panamenho quer aumentar a segurança em setores críticos como forma de evitar a fuga de investimentos.

As medidas são anunciadas no momento em que se registra um aumento de 9,1% no trânsito de navios pelo Canal do Panamá.

Entre abril e junho deste ano, cruzaram o canal 585 navios, 49 a mais que no mesmo período do ano passado. O número de navios de cruzeiro também subiu de 37 para 40.

As obras de ampliação do canal devem duplicar a capacidade de carga transportada e sua inauguração está prevista para 2014 quando o canal completará 100 anos.

O embaixador do Brasil no Panamá, Eduardo Prisco Paraíso Ramos, que já serviu no país entre 1982 e 1985, explicou que “os Estados Unidos construíram o Canal com dois objetivos: mover sua frota de navios militares na região e facilitar o comércio entre as suas duas costas. Com eles, o Canal não tinha a função de gerar lucros, mas permitir a passagem de seus navios de guerra e transporte. O Panamá tornou o Canal eficiente e o transformou na sua principal atração econômica”, afirmou.

Empresas brasileiras como Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Bardela e Queiroz Galvão, participam de um consórcio que inclui empresas francesas e alemãs, no processo de licitação que deverá ser concluído em janeiro de 2009.

Atualmente, o Canal do Panamá funciona 24 horas por dia e vários portos foram construídos para atender a demanda de comércio. Além disso, o setor de serviços também cresceu em torno da potencialidade econômica do Canal.

Nos últimos cinco anos, o Panamá cresceu uma média de 8% ao ano. Em 2007, o crescimento econômico do país atingiu os 11,3%.

O país de 3,3 milhões de habitantes é governado pelo PRD, partido de esquerda que integra o Foro de São Paulo.

Em maio do ano que vem, serão realizadas eleições presidenciais e desde a invasão norte-americana que retirou do país o general Manuel Noriega, o partido governista nunca conseguiu fazer o sucessor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *