Brasília, 14 de novembro de 2018 - 05h54

Economia

06 de dezembro de 2014
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial de Santiago, Chile



Para os países que integram a Aliança do Pacífico (AP) e o Mercosul, a China é o grande desafio para a América Latina. Esta foi uma das conclusões do Seminário “Diálogos sobre Integração Regional: Aliança do Pacífico e Mercosul”, realizada por iniciativa do governo chileno em Santiago no dia 24 de novembro.



Na oportunidade, discutiu-se se a integração entre a AP e outros mecanismos regionais como o Mercosul, o Sistema de Integração da América Central (SICA) e o Caricom, do Caribe, são uma meta possível e realista e em que áreas concretas poderiam ser firmados acordos.



Além disso, chanceleres dos países que integram AP, Mercosul, SICA e Caricom, também discutiram as áreas de convergência entre os mecanismos de integração econômica a partir das vantagens e desvantagens em se desenvolver uma agenda comum entre os diferentes esquemas de integração.



Neste sentido, foram chamados a opinar, a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), a Corporação Andina de Fomento (CAF), a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), e a Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Inzulsa.



Se o evento terminou sem que acordos fossem fechados, uma conclusão tomou conta dos debates: o avanço da China obriga a que os latino-americanos se entendam.



De acordo com Carlos Álvarez, da ALADI, “a América Latina deve ter uma posição política para entender o que acontece no mundo e suas transformações e isso cobra uma profundidade concreta e objetiva da integração”.



Uma das receitas apontadas para fazer frente à força chinesa é a construção de uma agenda curta e factível entre a AP e o Mercosul  se complementando  e não concorrendo entre si.



Para a CEPAL, um dos desafios-chave para a região nas próximas décadas será avançar em direção a uma aproximação mais coordenada com a China, em particular, e a região Ásia Pacífico, em geral.



Num estudo elaborado exclusivamente para o evento, a CEPAL assinala que “em todas as economias da região, sobretudo para as sul-americanas, o vínculo comercial com a China passou de ser um fator relevante para as suas possibilidades de crescimento, emprego e estabilidade macroeconômica”.



O documento ao qual o InfoRel teve acesso, revela ainda que com todas as reformas econômicas levadas a cabo na China, os investimentos deste país na América Latina e Caribe poderão adquirir um papel ainda mais relevante.



“A região tem a oportunidade de participar no desenho desse novo vínculo, na medida em que conte com a visão e as políticas adequadas e que enfrente esse desafio de maneira coordenada. As iniciativas nacionais, ainda que necessárias, resultam claramente insuficientes”, aponta o documento.



CELAC



A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) será a instância indicada para abordar a questão e neste sentido, já está marcada para o começo de 2015, a realização do I Foro de Cooperação CELAC – China. O evento ainda não tem data nem local confirmados, mas já é considerado um momento histórico para a região.



A ideia é construir uma agenda de cooperação futura com uma postura bem costurada e acordada. “Esta reunião abre a possibilidade de que a região inicie um diálogo com as autoridades chinesas sobre a agenda de cooperação futura com propostas precisas”, prega a CEPAL.



A China propôs recentemente à região um marco de cooperação para o período 2015-2019, conhecido como “1+3+6”. O 1 corresponde à um só plano para toda a região. O 3, aos três motores da cooperação regional: comércio, investimentos e cooperação financeira. E o 6, se refere às seis áreas específicas que a China deseja priorizar: energia e recursos naturais, desenvolvimento de infraestrutura, agricultura, indústria, inovação científica e tecnológica, e tecnologias da informação.



Salto



Nos próximos dez anos, a China planeja elevar o seu comércio com a região para US$ 500 bilhões e os seus investimentos diretos em pelo menos US$ 250 bilhões, além de promover esquemas de pagamento em moeda local no comércio.


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