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Para Itamaraty, sucesso de Doha abrirá portas ao m

Para Itamaraty, sucesso de Doha abrirá portas ao mercado asiático

Na avaliação do diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Itamaraty, Evandro Didonet, a possível conclusão da Rodada Doha de Liberalização Comercial da Organização Mundial do Comércio (OMC) abrirá um novo cenário para o Mercosul com vistas ao mercado asiático.

De acordo com Didonet, o Itamaraty estuda os acordos que os países da Ásia – em especial aqueles que fazem parte da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) – firmaram com outros países para analisar suas particularidades e definir quais as oportunidades que o Brasil e o Mercosul podem negociar.

Ele lembrou que o Mercosul fechou com a Índia um acordo de preferências tarifárias que tramita no Congresso e que deverá ser analisado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, até o final de agosto.

“Além desse acordo [Índia], o Itamaraty já desenha um plano de ação com Cingapura. Estamos em contato com entidades empresariais como a Fiesp, CNI e CNA, para elaboração de estudos em benefício da indústria e da agricultura”, afirmou Didonet durante encontro do Foro de Cooperação América Latina – Ásia do Leste (Focalal), realizado em São Paulo.

Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, mostrou-se otimista com o sucesso na Rodada Doha, e explicou que as negociações multilaterais são um “trampolim” para fomentar o fluxo de comércio entre a América Latina e Ásia.

Ele informou que a pauta de exportação dos países latinos aos asiáticos é basicamente de produtos agrícolas, enquanto que os países da Ásia vendem à América Latina produtos manufaturados. “Temos que tornar esse fluxo de comércio mais equânime”, afirmou.

Para o embaixador brasileiro em Cingapura, Paulo Alberto, as negociações entre latinos e asiáticos não estão seguindo uma lógica voltada ao desenvolvimento econômico.

Segundo ele, os números de comércio refletem esse cenário. Em 2006, os dez países da Asean exportaram para o mundo US$ 760 bilhões e importaram US$ 540 bilhões – um mercado de US$ 1,3 trilhão.

“Nesse imenso mercado, o Brasil participa com apenas US$ 7 bilhões. Não é nada. Falta informação dos empresários sobre o que está acontecendo nos países da Ásia, com destaque para Cingapura,” explicou.

Analistas reconhecem que Cingapura desponta como um importante pólo exportador. Em 2006, seu intercambio comercial foi de US$ 500 bilhões, quase cinco vezes mais que o do Brasil.

Algumas empresas brasileiras despertaram para esse mercado e estão presentes no país, como Embraer, Perdigão, Sadia e Companhia Vale do Rio Doce. A Embraer, por exemplo, mantém em Cingapura um centro de treinamento para 40 pilotos.

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