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Para ministro, compra de helicópteros é mais do qu

Para ministro, compra de helicópteros é mais do que simples aquisição de material

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta segunda-feira, 20, que a entrega dos três primeiros helicópteros EC-725 é a demonstração clara do que o governo brasileiro pretende realizar no campo das aquisições de equipamentos de defesa no exterior.

“Não é uma simples compra de material, mas a aquisição de um pacote tecnológico”, afirmou em referência à diretriz da Estratégia Nacional de Defesa (END) que condiciona a compra de equipamentos militares de outros países à transferência tecnológica para o Brasil.

Nelson Jobim classificou a entrega das aeronaves como o “coroamento de uma demorada e vitoriosa negociação” e ressaltou a mudança de paradigma adotado pelo Ministério na gestão da aquisição de materiais para as Forças Armadas.

“Este é um momento histórico para o Ministério da Defesa renovado, integrado ao desenvolvimento econômico, científico, tecnológico e social” afirmou.

O modelo EC-725 é a versão mais recente do helicóptero Super Puma/Cougar.

Ele pode transportar dois tripulantes e até 29 soldados totalmente equipados. O helicóptero tem capacidade de carregar também carga de combustível de 2.268 kg, o que garante um tempo de vôo de até cinco horas.

Os três helicópteros entregues hoje são os primeiros de um pacote de 50 unidades que foram adquiridas pelo governo brasileiro, sendo 16 para cada uma das Forças Armadas e dois para transporte de autoridades. O cronograma prevê a entrega das últimas unidades em 2016.

Os equipamentos entregues hoje são, segundo o ministro, os únicos produzidos na França.

Os próximos lotes serão construídos integralmente na fábrica da Helibras em Itajubá (MG).

O projeto é resultado da parceria estratégica assinada em dezembro de 2008 pelos presidentes do Brasil e da França, Nicolas Sarkozy.

O programa prevê transferência de tecnologia e aumento progressivo de conteúdo nacional até um mínimo de 50%, com benefício a diversas empresas brasileiras que se tornarão fornecedoras.

A compra dos helicópteros é uma das primeiras conseqüências da Estratégia Nacional de Defesa (END).

A partir do momento em que as discussões internas da Estratégia apontavam para a necessidade de aumento da capacitação nacional em defesa, e de coordenação do Ministério nos projetos estratégicos das Forças Armadas, providências nesse sentido passaram a ser tomadas, antes mesmo da publicação do decreto que instituiu a END, que ocorreu em dezembro de 2008, mesma época dos contratos.

O projeto de aquisição dos helicópteros com transferência tecnológica custará um total de  € 1,847 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões), dos quais € 1,764 bilhão (cerca de R$ 4,9 bilhões) serão financiados pelos franceses, em nove anos, e € 83 milhões (R$ 232 milhões) serão desembolsados diretamente pelo Tesouro.

A União foi autorizada, em setembro de 2009 pelo Senado, a obter o empréstimo externo.

Pelo acordo assinado com os franceses, a fábrica brasileira terá exclusividade de venda dos helicópteros na América do Sul e na África.

Durante a entrega dos helicópteros, o ministro Jobim lembrou a exigência feita junto à fornecedora de que houvesse capacitação de técnicos brasileiros no processo de fabricação das aeronaves.

Desde o início de outubro deste ano foi instaurado o Grupo de Acompanhamento e Controle (GAC), dentro da Helibras, em Itajubá. O grupo é responsável por representar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica em todos os assuntos referentes às novas aeronaves EC-725.

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