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Para o Uruguai, o Mercosul vive uma crise instituc

Para o Uruguai, o Mercosul vive uma crise institucional

Brasília – O presidente do Uruguai, José Pepe Mújica, afirmou que o Mercosul vive uma crise institucional que exige entendimento entre os seus membros, uma vez que são cada vez maiores as discrepâncias políticas e comerciais internas.

Segundo ele, “é preciso que se faça um balanço da realidade. Aquele Mercosul dos anos 90, nascido do neoliberalismo, mudou. Hoje, temos uma crise institucional e precisamos de outra ordem e de maior flexibilidade”.

Diante do quadro de incertezas e desacertos, Mújica anunciou que o Uruguai irá tentar fechar o maior número possível de acordos comerciais e o primeiro objetivo é assinar um tratado com o Pacto Andino de Nações.

Além disso, o Uruguai já negocia um acordo comercial com o Peru.

Para Pepe Mújica, “o Uruguai não pode mais colocar todos os ovos num único cesto”. Ele está irritado com as dificuldades impostas aos industriais e exportadores uruguaios para ingressar no mercado argentino.

As medidas protecionistas implementadas por Cristina Kirchner também criam problemas para o Brasil. A Argentina é o terceiro destino das exportações uruguaias.

De acordo com José Pepe Mújica, “a solução está na diversificação do comércio. O Uruguai consegue um preço melhor por sua carne justamente por fazê-la chegar a mais de cem países”.

Parlasul

O Parlamento do Mercosul só deverá retomar suas sessões após um entendimento entre seus membros a respeito do impasse político gerado pela suspensão do Paraguai e a adesão da Venezuela.

A Representação Brasileira no Parlasul foi notificada das duas decisões pelo embaixador Antônio Simões, coordenador brasileiro do Grupo Mercado Comum. O Brasil exerce a presidência pro tempore do Mercosul.

Com a decisão, os parlamentares paraguaios perderam o direito de voto no Parlasul e os venezuelanos, que só tinham direito de discursar, agora podem votar também.

Os países membros do bloco tentam agora um acordo político que permita ao Parlasul retomar as suas atividades. A Argentina não aceita que os parlamentares paraguaios tenham direito de voto e os paraguaios não aceitam o mesmo para os venezuelanos.

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