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Para Time, Lula é o líder mais influente

Para Time, Lula é o líder mais influente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela revista norte-americana Time, o líder mais influente do planeta de uma lista de 100 nomes.

Barack Obama, o primeiro negro a presidir os Estados Unidos, ficou em 4º lugar.

Na edição online da revista, o perfil de Lula é assinado pelo cineasta Michael Moore, que destaca os resultados alcançados pelos programas Bolsa Família e Fome Zero.

Moore é um conhecido crítico dos políticos norte-americanos e do capitalismo.

Na sua avaliação, Lula dá importância ao acesso da população à saúde pública.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que não é surpresa alguma ver o presidente nessa condição.

Amorim também minimizou a importância de Lula vir a assumir um cargo na Organização das Nações Unidas (ONU). Para o ministro, “o presidente é maior que qualquer posto”.

Lula já havia sido incluído na lista da mesma publicação em 2004.

No entanto, para a própria revista, os 100 nomes listados não estão ranqueados, ou seja, o número 1 seria tão influente como o número 100.

Em 2009, o presidente foi eleito “Personagem do Ano” pelos jornais El País, da Espanha, e Le Monde, da França.

Análise da Notícia

Lula tem um passado de inegáveis esforços e vitórias. Contra fatos não existem argumentos.

Como presidente, destacou-se muito mais pela retórica.

É curioso observar como listas como estas podem nos induzir a erros muitas vezes letais.

Com todos os méritos, Lula transformou-se num dos principais ícones políticos da América Latina, mas na qualidade de Chefe de Estado, há muito mais ficção que realidade.

Chega a ser ridículo que alguém como Michael Moore, use o acesso dos pobres à saúde como a plataforma para justificar o título que homenageia Lula.

Acaso conhece Moore a situação da saúde pública brasileira?

Na capital que acaba de completar 50 anos, pessoas morrem nas filas sem atendimento.

E não é por falta de equipamentos, eles existem, foram comprados, superfaturados e apodrecem em salas novinhas em folha onde deveriam funcionar clínicas e hospitais.

Crianças morrem pelo simples fato de não terem uma UTI neonatal. Morre-se no Brasil, pasmem, por diarréia.

Além disso, Lula fez cara de paisagem em todos os escândalos herdados e aperfeiçoados pelo seu partido.

Inchou o Estado com apadrinhados, aliou-se ao que há de mais atrasado neste país, políticos que construíram impérios à custa dos trabalhadores.

Lula, o cidadão, tem méritos. Lula, o presidente, não teve coragem de romper com a tradição corrupta brasileira.

Quem mais ganhou com Lula na presidência, Sr. Moore, não foram os trabalhadores, mas os banqueiros.

Os trabalhadores ficaram com as sobras, nada, além disso.

Fome Zero e Bolsa Família, não incluem. Pelo contrário, perpetuam a situação de miséria para que o poder político seja mantido.

Seria interessante se publicações como esta se dessem ao trabalho de conhecer in loco o país e as pessoas sobre os quais escrevem.

Mas, eles devem ter alguma razão, afinal de contas, apesar de tudo, Lula tem 80% de popularidade. Imaginem se fosse um líder diferente que pusesse a ética acima de projetos pessoas e políticos.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais, Estratégias e Políticas de Defesa e Terrorismo e contra-insurgência. Correio eletrônico: inforel@inforel.org

 

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