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Paraguai exige extradição de seqüestradores

Paraguai exige extradição de seqüestradores

O governo paraguaio reiterou o pedido de extradição dos seqüestradores Juan Francisco Arrom, Anuncio Martí Méndez e Víctor Colmán, que obtiveram do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), status de refugiados políticos no Brasil.

Os três participaram do seqüestro de María Edith Bordón de Debernardi, em 2001. Ela permaneceu 64 dias em cativeiro e foi libertada após o pagamento de um resgate de US$ 1 milhão.

Juan Francisco Arrom,  Anuncio Martí Méndez e Víctor Colmán, são dirigentes do Partido Pátria Livre (PPL), de esquerda. Os três fugiram para o Brasil atravessando a Ponte da Amizade sem serem incomodados.

Segundo o governo paraguaio, no Brasil, eles receberam a acolhida do advogado Marcos César Santos Vasconcelos, que na ocasião trabalhava como assessor técnico da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, em Brasília, presidida pelo então deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Héctor Lacognata, apelou para que o Brasil entregue os criminosos.

Nesta terça-feira, o embaixador do Brasil em Assunção, Eduardo dos Santos, discutiu o assunto com o vice-ministro de Relações Econômicas e Integração, da chancelaria paraguaia, embaixador Manuel María Cáceres.

Segundo ele, o CONARE pode ser reunir nos próximos dias para deliberar sobre o assunto.

O Paraguai iniciou o movimento pela revogação do status de refugiados dos três em 5 de fevereiro. No dia 18, foram entregues documentos com fatos novos que sustentariam o pedido do governo.

No documento de 20 páginas, o Paraguai ressalta que “refúgio não pode ser sinônimo de imunidade ou impunidade”.

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