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02/10/2014
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02/10/2014

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Paraguai reclama que Argentina e Brasil retêm recursos do Mercosul

Brasília – O ministro da Fazenda do Paraguai, Germán Rojas, afirmou que Argentina e Brasil estão retendo os recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM), já aprovados para aquele país. Segundo ele, a decisão é uma represália às posições do Paraguai em relação ao bloco.

Rojas afirmou que o país tem adotado uma postura firme que incomoda os demais parceiros, mas não deu detalhes acerca dos temas em discussão. No entanto, destacou que o Paraguai deve lidar com uma desvantagem enorme por ser o de menor desenvolvimento econômico do Mercosul e “praticamente indefeso contra Argentina e Brasil que têm muita força”.

O Paraguai reclama das travas impostas pelos gigantes do bloco que impedem o país de receber cerca de US$ 300 milhões do FOCEM. De acordo com o ministro da Fazenda, estes recursos devem ser aplicados na construção da segunda etapa da Avenida Costaneira de Assunção e em obras complementares como a segunda ponte internacional com o Brasil sobre o Rio Paraná.

Rojas recordou que o Paraguai aceitou retornar ao Mercosul em 2013 “apostando na boa fé dos seus parceiros”, depois de ter sido excluído do bloco em 2012 por conta da destituição do ex-presidente Fernando Lugo.

Em Nova Iorque, o embaixador paraguaio Antonio dos Santos, denunciou nesta quarta-feira, 1º, as dificuldades do seu país acessar o mercado internacional por não ter um litoral e “devido as assimetrias, as restrições ao livre trânsito por Argentina e Brasil e por não receber um tratamento diferenciado que lhe permita ser mais competitivo”.

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