Brasília, 18 de outubro de 2018 - 16h25
Parlamentares chilenos não assistirão reuniões do MERCOSUL e UNASUL

Parlamentares chilenos não assistirão reuniões do MERCOSUL e UNASUL

08 de fevereiro de 2018
por: InfoRel
Marcelo Rech, especial de Santiago - 

Os deputados chilenos membros da Comissão de Relações Exteriores estão discutindo o Acordo Marco de Participação Internacional, documento que assinala as diretrizes para que deixem de assistir às reuniões parlamentares no âmbito da UNASUL e do MERCOSUR. Na visão dos deputados chilenos, os dois mecanismos não funcionam no nível parlamentar, o que os inviabiliza politicamente.

Por outro lado, defendem que o país aumente sua presença junto a ONU-Mulheres e o Fórum de Mulheres Líderes. Atualmente, o Chile dispõe de 6 vagas no Parlamento Latino-Americano; 10 na União Interparlamentar; 5 no Parlamento Europeu; 3 no Parlamérica; 5 no Comitê de Diálogo China; 5 na ONU-Mulheres; 2 na EUROLAT; 2 na OCDE; 5 no Fórum de Mulheres Líderes; 3 no Parlamento Andino; 3 na Aliança do Pacífico; e 4 no Fórum Parlamentar Ásia – Pacífico. A Câmara dos Deputados do Chile também reduzirá de 63 para 53 as vagas em missões oficiais no exterior.

No entanto, não há consenso em relação ás reuniões do MERCOSUL. Apesar de o Chile ser membro associado do bloco, há deputados que entendem que o país deve se aproximar cada vez mais do Cone Sul. Em relação à UNASUL, há unanimidade em que o bloco perdeu relevância por conta das divisões políticas na região. Além disso, a Aliança do Pacífico seria o destino mais apropriado para o país.

Segundo o diretor-geral de Política Exterior do ministério de Relações Exteriores do Chile, Milenko Skoknic, “nos aproximamos enormemente do MERCOSUL nos últimos anos e acreditamos que é preciso reavaliar essa participação ou não participação”, afirmou.

Ainda de acordo com Skoknic, “eu não abandonaria o que pode ser feito no âmbito do Parlamento sobre o MERCOSUL”. Ele reiterou a importância de se fortalecer essa relação quando o bloco sul-americano está tão próximo de firmar um Tratado de Livre Comércio com a União Europeia.

O Chile que terá um novo governo a partir de 11 de março, também deverá aprofundar o debate interno nesta direção, sinalizou o futuro novo ministro de Relações Exteriores, Roberto Ampuero.

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