Brasília, 17 de novembro de 2018 - 05h54

Parlamentares querem saída do Brasil do Haiti

17 de novembro de 2009
por: InfoRel
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Marcelo Rech, do Rio de Janeiro



 



Nesta 5ª feira, as comissões de Relações Exteriores, Trabalho e Direitos Humanos, da Câmara dos Deputados, realizam audiência pública para discutir a saída das tropas do Brasil do Haiti.



 



Para tanto, será ouvido o embaixador do país em Porto Príncipe. Igor Kipman afirmou que o horizonte para a saída das tropas é o segundo semestre de 2011.



 



Uma parte importante dos partidos que apóiam o governo Lula entende que os militares brasileiros integram uma força de ocupação no Haiti.



 



Entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que possui representantes naquele país, pressionam os parlamentares para que aprovem uma medida exigindo a volta dos militares.



 



De acordo com Igor Kipman, “o Brasil está no Haiti atendendo pedido do governo local e sob mandato da ONU, comandando uma operação de paz”.



 



Segundo ele, as tropas poderão deixar o Haiti no segundo semestre de 2011. No dia 7 de fevereiro, o novo presidente toma posse e terá poder para solicitar a extinção da missão.



 



Em debate no 1º Seminário de Operações de Paz Pró-Defesa, realizado pelo Corpo de Fuzileiros Navais, a professora Mônica Hirst afirmou que “a presença no Haiti não pode estar divorciada da visão do outro de que somos uma tropa de ocupação”.



 



Na opinião do representante do Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Ricardo Seitenfus, “não é possível estabilizar uma sociedade que tem 70% de desemprego e onde mais de 90% dos recursos gastos são apenas em segurança”.



 



Para Seitenfus, a formação da Polícia Nacional Haitiana é essencial para que se possa definir o momento de sair.



 



“É claro que há desgaste com a presença dos militares. A segurança foi atingida, mas há incapacidade para se resolver os problemas sociais. Não existe guerra civil no Haiti. A classe política é que não se entende”, destacou.

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